Oratório São José

Santa Luzia (13/12)

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Santa Luzia, Virgem e Mártir – 3ª classe

VIRGEM E MÁRTIR DE SIRACUSA (284-304)

Contexto – ERA o ano 59. O alvorecer do Cristianismo afugentou com seu brilho as sombras do erro pagão; São Paulo, que chegava ao fim das suas viagens apostólicas, foi de Malta a Roma e passou por Siracusa, onde permaneceu três dias para anunciar o Reino de Deus. Siracusa não foi a primeira cidade da Sicília que teve a honra de ter entre os seus habitantes alguém adornado com a palma do martírio; Catânia a precedeu, pátria de Santa Ágata, virgem gloriosa que, no ano 251 e após horrível martírio por confessar a fé de Cristo, alcançou a palma imorredoura dos mártires.

Por volta do ano 304, em peregrinação a Catânia, Luzia teve uma revelação através da qual tomou conhecimento da sua vocação e de como seria atormentada com o mesmo tipo de tormentos que Santa Ágata, sobre cujo túmulo rezava. Mas os desígnios de Deus são inescrutáveis ​​para a ciência humana; enquanto Ágata confessara a sua fé no meio dos mais atrozes tormentos, Luzia passaria pelas mesmas torturas sem as sentir e só a espada permitiria ao Esposo Celestial separar do seu caule esta flor de pureza virginal.

A história do martírio de Santa Luzia que chegou até nós e da qual extraímos esta biografia não está completamente isenta de interpolações, mas o enredo do acontecimento é absolutamente verdadeiro.

A VIRGEM DE SIRACUSA

Origem – Luzia – cujo nome, tanto em grego como em latim, significa luz – nasceu por volta do ano 284, segundo a crença geral, numa família cristã que estava entre as mais nobres e ricas da Sicília. Tinha apenas cinco ou seis anos quando perdeu o pai, que, segundo alguns autores, era um romano de elevada posição e uma das personalidades mais importantes do Estado. Sua mãe se chamava Eutíquia e era de origem grega.

Mãe piedosa – A jovem viúva, que só encontrou conforto no anjo colocado pelo céu em suas mãos, usou com verdadeiro zelo todo o carinho de mãe para a preservação e aperfeiçoamento de sua filha. Como acontecia muitas vezes na maioria das famílias dos primeiros cristãos, ela conhecia a fundo as Sagradas Escrituras e, de modo especial, o santo Evangelho. A este conhecimento acrescentou o das ciências seculares. Sempre teve o cuidado de fomentar o amor de Deus na alma de Luzia e de encorajá-la a praticar as virtudes cristãs, mostrando-lhe os belos exemplos dos santos e mártires que travaram terríveis batalhas para conquistar a glória e a felicidade do céu.

Voto de castidade – Entre os heróis de que a sua mãe lhe falava, Luzia viu brilhar de forma incomparável a mártir Ágata, que contemplou com êxtase porque era uma santa compatriota quase contemporânea dela, e cuja vida e martírio estavam constantemente nos lábios dos sicilianos de todos os lugares da ilha, cristãos e pagãos, numerosas pessoas acorrem ao seu túmulo para experimentar os efeitos admiráveis ​​da sua proteção.

De natureza dócil, piedosa e humilde, a menina entregou-se completamente aos encantos da graça divina e, atraída por ela, consagrou-se ao divino Esposo das almas, Cristo Jesus, fazendo no mais íntimo do seu ser o voto de castidade que mais tarde teria que defender com tanta perseverança e coragem.

PROPOSTA DE CASAMENTO

Escolha de um par – Apesar de seus cuidados solícitos, Eutíquia não conseguiu descobrir as nobres intenções de sua filha e, ao completar dezesseis anos, preparou para ela um excelente par que lhe daria uma posição invejável no mundo, e um sobrenome famoso. Era um jovem que, mesmo sendo pagão, possuía belas prendas naturais e parecia digno dos delicados sentimentos de nossa donzela.

Ao receber a notícia, Luzia sentiu muita dor; mas, como não quis manifestar as suas intenções naquele momento, contentou-se em afirmar que era muito jovem para pensar em casamento e que o seu maior consolo era poder viver feliz com a mãe. Ela aproveitou o fato de seu pretendente ser pagão para evitar o compromisso, e revelou os enormes perigos que sua fé correria.

O cuidado muito delicado com que cuidou da educação da filha, a sólida instrução que procurou dar-lhe e a natural cegueira das mães no que diz respeito ao bem-estar material dos filhos, fizeram com que Eutíquia não desse grande importância às objeções de que a filha trouxe para o casamento e permaneceu zelosamente empenhada em fortalecer as relações.

Confiança na Divina Providência – Luzia, por respeito e submissão à mãe, não quis dar um sonoro não a tais propostas e contentou-se em permanecer calada e procurar formas de adiar dia após dia a data do casamento; entretanto, entregou-se completamente à Divina Providência, muito certa de que seria Ela quem acabaria por triunfar sobre aqueles obstáculos que então pareciam intransponíveis.

PEREGRINAÇÃO À CATÂNIA

Enfermidade da mãe – Uma doença, aparentemente casual, foi o meio escolhido pela Providência para socorrer a sua fiel serva. Eutíquia foi atacada por um fluxo de sangue e não houve como encontrar um médico capaz de estancar a terrível doença. Durante quatro anos consecutivos, a doente foi cuidada diligentemente pela filha, que, sob o pretexto de cuidar melhor dela, ignorava os compromissos contraídos e a proposta de casamento. Por fim, e como que inspirada pelo céu, Luzia propôs à mãe uma peregrinação ao túmulo de Santa Ágata, onde tantos milagres foram realizados, com a confiança de que ali obteria a cura completa.

Eutíquia, que ansiava ardentemente pela saúde, cedeu facilmente a tais pedidos. Embora Catânia diste cerca de 75 quilômetros de Siracusa, mãe e filha partiram nos primeiros dias de fevereiro do ano 301 ou 304 para chegar ao fim da viagem no dia da festa de Santa Ágata, 5 daquele mês.

Junto ao túmulo de Santa Ágata – Assim que chegaram, foram prostrar-se diante do túmulo da Santa, localizado na igreja do mesmo local de seu martírio. Ao ouvirem durante a celebração da Missa a história do milagre realizado pelo Salvador em favor da mulher hemorrágica, Luzia disse à mãe: “Se acreditais na verdade do que acabaste de ler e na dignidade de Santa Ágata diante do Senhor por quem perdeu a vida, aproximai-vos com confiança do seu túmulo e obtereis a cura completa.”

Assim que as cerimônias foram encerradas, aproximam-se reverentemente do túmulo da Santa e pedem a Deus, por meio da famosa mártir, a repetição do milagre evangélico. De repente, Luzia cai num sono misterioso durante o qual viu Santa Águeda sorrindo para ela e ouviu-a dizer:

– Minha irmã, por que te empenhas em pedir-me algo que podes obter com a mesma facilidade que eu? Tua fé já salvou sua mãe; já está curada; serás um dia a glória de Siracusa, como eu sou de Catânia, porque o teu coração virginal é um templo agradável ao Senhor.

A visão desaparece, Luzia acorda e exclama, tremendo de alegria e emoção:

– Minha mãe, minha mãe; estais curada!

Mãe e filha abraçam-se com ternura, bendizem a Deus e agradecem sua benfeitora por tão notável favor. Depois seguem piedosamente a Via Dolorosa percorrida pela virgem mártir; Luzia, antes de sair do túmulo, no auge da felicidade, apoia-se suavemente no colo da mãe e murmura:

– Minha mãe, o céu acaba de nos conceder um distinto favor; por sua vez, permita-me pedir-lhe outro, que é que não me fale mais sobre casamento, pois estou consagrada de corpo e alma a Cristo e não desejo ter outro Esposo senão Ele.

Sua mãe decide não insiste com o casamento – Não parecia possível à mãe opor-se às santas intenções da filha e concordou sem dificuldade com o que pedia. Então a casta donzela acrescentou:

– Deixe-me, então, distribuir entre os pobres o dote que preparastes para mim, e o que me corresponde da herança de meu pai.

– Da propriedade que seu pai me deixou quando morreu – respondeu Eutíquia – podes dispor livremente; quanto à minha fortuna pessoal, espere até que Deus queira me tirar deste mundo; quando fechares meus olhos, farás o que quiser com tudo o que tenho.

– Após a morte? – exclamou Luzia – que sacrifício representa abandonar o que não podemos mais reter?

ESMOLAS E SACRIFÍCIOS. – EGOÍSMO PAGÃO

“Vai, e vende tudo” – Assim que chegou a Siracusa, Luzia não perdeu tempo para dispor de suas riquezas; vendeu tudo: jóias, bens e imensas posses e todo o valor foi imediatamente distribuído entre viúvas, órfãos e indigentes.

Desconfiança do pretendente – O noivo de Luzia, perturbado por tamanha prodigalidade, quis investigar o motivo deste estranho comportamento, e dirigiu-se à enfermeira de Luzia, que, muito experiente nas coisas da vida, contentou-se em responder-lhe que a jovem agiu com muita sensatez, pois, tendo encontrado uma joia de altíssimo valor, quis obtê-la por muitíssimo menos de seu valor, para o que não teve escolha a não ser se livrar de algumas outras joias de menor valor.

Denúncia de Santa Luzia – A explicação acalmou subitamente o jovem; mas, ao saber que tudo foi imediatamente distribuído aos pobres, cego de raiva ao ver que uma imensa fortuna lhe escapava das mãos, denunciou Luzia como cristã perante o presidente de Siracusa. O que equivalia a entregá-la à morte. A santa virgem não esperava outra recompensa pelas suas boas obras.

O INTERROGATÓRIO

O prefeito convocou a virgem perante sua corte. O autor da Paixão de Santa Luzia reconstitui o interrogatório em termos que nos dão uma ideia clara de como se desenrolaram as cenas do julgamento e da sentença da Santa. De século em século, as palavras então pronunciadas por Luzia passaram pelos lábios dos cristãos, palavras que nunca deixam de estimular as almas que aspiram à perfeição.

Pascásio quer forçá-la a sacrificar aos deuses.

– O verdadeiro e puro sacrifício aos olhos de Deus – responde Luzia – é visitar as viúvas e os órfãos para ajudá-los nas suas tribulações, algo que tenho praticado até agora. Como não tenho mais nada para dar, venho me oferecer como hóstia viva ao verdadeiro Deus, na esperança de que Ele queira me aceitar como sacrifício.

– Poderias contar essas coisas aos cristãos da sua seita; mas diante de mim, guardião das leis, tais discursos são completamente inúteis.

– Guardas as leis dos seus príncipes, e eu as do meu Deus. Temes os imperadores da terra; só temo aquele que está no céu. Desejas agradar ao teu senhor e eu desejo agradar ao meu Criador. Fazes o que achas que é bom para si mesmo e eu faço o que acho que é bom para mim.

– Agora, depois de ter desperdiçado seus bens com pessoas de má vida, falas como qualquer cortesã.

– Coloquei meus bens em um lugar seguro, e nenhum corruptor de corpo ou espírito jamais se aproximou de mim.

– Muito bem; palavras tão bonitas terminarão assim que sentires o rigor dos açoites.

– Não é possível impor silêncio à Palavra de Deus.

– És acaso Deus?

– Eu sou a serva de Deus, e Ele é quem fala pela minha boca, porque Ele disse: “Não sereis vós que respondereis perante os tribunais, mas o Espírito Santo, que falará por vós”.

– Ah! O Espírito Santo está então em ti e é Ele quem nos fala em discursos tão belos?

– O Apóstolo disse: “Os corações puros são templos de Deus e o Espírito Santo habita neles”.

– Eu te levarei aos lugares de perdição e esse Espírito Santo ao qual te referes deixará teu corpo manchado pelo vício.

– A castidade só se perde e o corpo se suja com o consentimento da vontade. E se colocasses incenso em minha mão e me obrigasses a jogá-lo no fogo para sacrificar aos teus deuses, o verdadeiro Deus que o vê não levaria isso em consideração.

– Obedeça às ordens dos imperadores, ou então sucumbirá numa casa de vício, com vergonha e infâmia.

– Minha vontade nunca consentirá em pecar. Quanto ao tratamento odioso que propões dar ao meu corpo, saiba que será impossível violar à noiva de Cristo.

Para pôr fim a estes discursos, Pascásio abrevia o interrogatório e ordena que a virgem seja levada para uma casa de perdição.

FORÇAS HUMANAS E PODER DIVINO

Primeira intervenção divina – Os soldados estenderam as mãos para carregá-la; mas Deus não queria que nenhuma força humana fosse poderosa o suficiente para movê-la do lugar onde estava. Pascásio, perturbado, começa a suspeitar que ali atua algum poder oculto e recorre à ciência dos mágicos e dos sacerdotes dos ídolos. Estes tentam produzir encantamentos em torno da corajosa cristã; banham-na com água contaminada, para superar os supostos segredos da magia que constitui a sua força. Mas todos os feitiços falham. Eles então atrelam diversas juntas de bois e as amarram ao corpo da heroína, mas mesmo assim não conseguem retirá-la do local.

Loucura do tirano – Isso inflama ainda mais o espírito do carrasco, que sente a inutilidade de seu poder diante da delicada vítima.

– Que feitiços usas? – perguntou-lhe maldosamente.

– Não preciso recorrer a malefícios – respondeu a virgem – os benefícios de Deus são meu poder.

– Como tu, mulher vulgar, resistes à força de tantos homens?

– Mais de dez mil que trouxesses aqui ouviriam o que o Espírito de Deus me diz: “Mil cairão à tua direita e dez mil à tua esquerda”.

A raiva afogava Pascásio, o qual arrancava os cabelos e gritava desesperadamente.

– Por que te angustias e atormentas? – Luzia lhe disse – se sabes que eu sou o templo de Deus, crede, e, se ainda não estais certo disso, não lhe faltarão provas até que saibas disso.

Segunda intervenção divina – Diante deste desafio, o cruel perseguidor perdeu todo tipo de consideração e ordenou que a Santa fosse embebida em óleo, piche e resina e incendiada. Luzia, imóvel no meio das chamas, disse então: “Rezei ao meu Senhor Jesus Cristo para que este fogo não me faça mal e que o meu martírio seja adiado para que os fiéis sejam encorajados a permanecer firmes na sua fé e não tema os tormentos, e para que os infiéis se confundam vendo quão pouco podem contra os servos do Altíssimo”.

Morte da virgem mártir – Pascásio conseguiu convencer-se de que o fogo respeitava o corpo virginal da vítima. Então, um dos satélites do prefeito atravessou o pescoço da mártir com uma espada e ela caiu banhada em seu sangue. Os algozes abandonaram-na imediatamente e os cristãos puderam aproximar-se dela.

– Perseverem corajosamente na fé – disse-lhes a santa mártir – anuncio-vos o fim da perseguição e a paz da Igreja. O castigo para os inimigos de Deus não demorará muito. Assim como minha irmã Ágata é protetora de Catânia, eu serei protetora de Siracusa se seus habitantes quiserem receber a fé de Cristo.

Diz-se que um sacerdote lhe trouxe então a Sagrada Eucaristia. Com um Viático tão precioso ela pode embarcar no caminho da glória. Luzia entrou no céu com a dupla coroa de virgem e mártir em 13 de dezembro de 304.

Castigo dos inimigos de Deus – As previsões de Luzia foram cumpridas à risca. Pascásio vinha saqueando a província da Sicília há muito tempo, por isso houve inúmeras denúncias contra ele perante o poder central. Nossa Santa acabava de dar seu último suspiro quando chegaram os encarregados de esclarecer responsabilidades. Tendo sido considerado culpado do crime que lhe foi atribuído, foi condenado à morte.

A era do paganismo terminou em crime e corrupção. Um após outro, os imperadores Diocleciano, Galeno e Maximiano sofreram morte violenta ou ignominiosa; e, alguns anos depois, em 312, Constantino conseguiu a vitória da Ponte Mílvia, vitória que garantiu à Igreja uma paz definitiva após três séculos de provações extremamente violentas.

RELÍQUIAS DE SANTA LUZIA. CULTO DA SANTA

Suas relíquias – O corpo de Santa Luzia foi sepultado no local do seu martírio, onde posteriormente foi construído um oratório. Na mesma cidade, foi construída outra igreja para guardar os preciosos restos mortais. Ali se realizaram tantos prodígios que as relíquias da Santa se tornaram objeto de comovente veneração, de modo que logo se tornou aquele lugar de fervorosas e intermináveis ​​peregrinações.

O Breviário Romano afirma que seus restos mortais foram transferidos para Constantinopla e depois para Veneza; esta é sem dúvida parte das suas relíquias, pois a História dos Bispos de Metz conta que, no século VIII, Furoaldo, Duque de Spoleto, tomou a Sicília e ordenou que o corpo da Santa fosse levado para Corfino, uma das cidades do seu ducado, que quis enriquecer com estas relíquias. Acredita-se que faltava ao corpo um braço e a cabeça; a república de Veneza tinha obtido o braço em Constantinopla e a cabeça tinha sido transportada para Roma.

Seu Patrocínio – Grandes foram os milagres realizados por Santa Luzia; ela foi invocada especialmente contra doenças oculares, sem dúvida porque seu nome significa luz; daí o nome “água de Santa Lúcia” dado a um determinado remédio utilizado no combate a doenças oculares. Os fiéis, com o pó que recolhiam dos pilares que sustentavam a urna, faziam uma espécie de barro que colocavam sobre os olhos com total confiança. Ela também é invocada contra doenças de garganta devido ao seu tipo de morte, e contra a disenteria, devido ao milagre da cura de sua mãe.

O véu, a túnica e as sandálias que a Santa usou no momento do seu martírio permaneceram em Siracusa. Estes objetos conservados na igreja de La Concepción, ficam expostos à veneração dos fiéis na festa de Santa Lúcia durante três dias consecutivos. Os siracusanos preservam piedosamente o túmulo da sua padroeira numa vasta cripta, perto da igreja de Santa Luzia di Fuori.

O nome de Santa Luzia está inscrito no Cânon da Missa, depois do de Santa Ágata. O sacramentário de São Gregório tem uma coleta própria para a festa. O antifonário do mesmo papa contém as antífonas que a Igreja Romana ainda hoje canta em homenagem à Santa.

Alguns artistas representam-na carregando os próprios olhos num pires ou bandeja. Atribuem-lhe assim erradamente uma atitude que corresponde a um determinado fato referido na vida da Beata Luzia denominada a Casta.

(EDELVIVES, El Santo de cada dia: volume 11-12, ano 1946, pp. 434-441)

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