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XI Domingo depois de Pentecostes
XI DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES Este Domingo, o undécimo de São Mateus, recebe entre os gregos o nome da parábola do rei que mandou seus servos prestarem contas1. No Ocidente, chama-se Domingo do Surdo-mudo desde que o Evangelho do Fariseu e do Publicano foi transferido para o Domingo anterior. A Missa atual conserva ainda, como será fácil comprovar, mais de uma lembrança da antiga disposição. Nos anos em que a Páscoa se aproxima o máximo possível de 21 de março, a leitura dos livros dos Reis prossegue até esta semana, que nunca chega a ultrapassar. No Ofício noturno, são tema das primeiras lições a enfermidade de Ezequias e a cura…
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X Domingo depois de Pentecostes
X DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES RUÍNA DO CULTO ANTIGO A ruína de Jerusalém encerrou o ciclo profético em sua parte consagrada às instituições e à história do tempo dos símbolos. O altar do verdadeiro Deus, fixado por Salomão no monte Moriá, era para o mundo antigo o título autêntico da verdadeira religião. Mesmo depois da promulgação do Novo Testamento, a existência permanente deste altar, reconhecido antes pelo Altíssimo1 como o único legítimo, podia, até certo ponto, desculpar os partidários atrasados da antiga ordem de coisas. Depois de sua destruição definitiva, já não há desculpa alguma; até os mais cegos se veem obrigados a reconhecer a ab-rogação completa de uma religião…
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IX Domingo depois de Pentecostes
IX DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES AS DESGRAÇAS DE JERUSALÉM O pranto pelas desgraças de Jerusalém constitui, no Ocidente, o objeto do Evangelho de hoje; há muito tempo deu seu nome, entre os latinos, ao Nono Domingo depois de Pentecostes. É fácil encontrar ainda hoje, na Liturgia, vestígios da preocupação da Igreja nascente pelo próximo cumprimento das profecias contra a cidade ingrata, que foi objeto das primeiras predileções do Senhor. Chegou, enfim, o termo imposto pela misericórdia à justiça divina. Ao falar da ruína de Sião e do templo, Jesus Cristo havia predito que a geração que ouvia suas palavras não passaria sem que acontecesse tudo o que anunciava1. Quase quarenta…
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VIII Domingo depois de Pentecostes
VIII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES O OFÍCIO Este domingo era chamado, na Idade Média, o sexto e último domingo depois do natalício dos Apóstolos, ou festa de São Pedro, nos anos em que a Páscoa alcançava seu último limite em abril. Pelo contrário, quando a Páscoa seguia imediatamente ao equinócio da primavera, era o primeiro da série dominical chamada desse modo. Vimos que, em razão deste mesmo movimento tão variável, transmitido a toda a última parte do ciclo litúrgico pela data da Páscoa, esta semana podia ser já a segunda da leitura dos livros Sapienciais, embora com mais frequência se deva continuar ainda nela a dos livros dos Reis. Neste…
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VII Domingo depois de Pentecostes
VII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES O ciclo dominical do Tempo depois de Pentecostes completa hoje seu primeiro setenário. Antes da transferência geral que tiveram de sofrer as leituras evangélicas nesta parte do ano, o Evangelho da multiplicação dos sete pães correspondia ao sétimo domingo, e o mistério que encerra inspira ainda, em mais de uma ocasião, a liturgia de hoje. A SABEDORIA DIVINA Ora, este mistério é o da consumação dos perfeitos na paz fecunda da união divina. Salomão, o Pacífico por excelência, acaba hoje de exaltar a Sabedoria divina e de revelar seus caminhos aos filhos dos homens. Nos anos em que a Páscoa alcança seu limite extremo em…
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VI Domingo depois de Pentecostes
VI DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES O PECADO DE DAVI O Ofício do sexto Domingo depois de Pentecostes começava ontem à tarde com a pungente exclamação de um arrependimento imenso. Davi, o Rei-Profeta, o vencedor de Golias, vencido por sua vez pela incitação dos sentidos, e que passou do adultério ao homicídio, clamava sob o peso de seu duplo crime: “Meu Deus, eu Vos rogo, perdoai a iniquidade de vosso servo, porque agi como um insensato!”1 O pecado, qualquer que seja o culpado e a falta, é sempre fraqueza e loucura. O orgulho do anjo rebelde ou do homem caído, por mais que façam, não poderá impedir que a ignomínia destas…
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V Domingo depois de Pentecostes
V DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES O OFÍCIO A Igreja começou esta noite a leitura do segundo livro dos Reis, que principia com a narração da morte desgraçada de Saul e da elevação de Davi ao trono de Israel. A exaltação do filho de Jessé marca o ponto culminante da vida profética do povo antigo. Nele encontrou Deus o seu servo fiel1, e ia mostrá-lo ao mundo como a figura mais completa do Messias que havia de vir. Um juramento divino garantia ao novo Rei o futuro de sua descendência: seu trono devia ser eterno2, porque um dia havia de tornar-se o trono d’Aquele que seria chamado Filho do Altíssimo, sem…
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IV Domingo depois de Pentecostes
IV DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES SEU NOME O quarto Domingo depois de Pentecostes foi chamado, durante muitos anos, no Ocidente, Domingo da Misericórdia, porque então se lia nele a passagem de São Lucas que começa com estas palavras: “Sede misericordiosos, como vosso Pai é misericordioso”. Mas, como este Evangelho foi transferido para a Missa do primeiro Domingo depois de Pentecostes, fez-se do Evangelho da quinta semana o da quarta; o da sexta passa à quinta, e assim sucessivamente até a vigésima terceira. Esta mudança de que falamos não teve lugar senão bastante tarde em certo número de igrejas1, e ainda não foi recebida universalmente até o século XVI. Enquanto as…
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Festa do Coração Eucarístico de Jesus
FESTA DO CORAÇÃO EUCARÍSTICO DE JESUS ORIGEM DA FESTA Algumas dioceses e famílias religiosas celebram hoje a festa do Coração Eucarístico de Jesus. Bastarão algumas linhas para orientar os fiéis nesta devoção e assinalar as características diferenciais que a distinguem da devoção à Sagrada Eucaristia e da devoção ao Sagrado Coração, que há duas semanas vêm sendo objeto de nossas meditações. Em 22 de janeiro de 1854, uma religiosa escutou dos lábios de Jesus estas palavras: “Quantas almas há que me rodeiam e não me consolam! Meu Coração anseia por amor, como o pobre pede pão. É meu Coração Eucarístico: faze que seja conhecido e amado! Estende esta devoção!”. O…
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Quinta-Feira dentro da Oitava do Sagrado Coração
QUINTA-FEIRA DA INFRAOITAVA DO SAGRADO CORAÇÃO NECESSIDADE MAIS ATUAL DA REPARAÇÃO Ao terminar a Encíclica Miserentissimus Redemptor, Pio XI ressaltava a grande necessidade atual do dever da reparação, mais necessário agora do que nunca para nosso pobre mundo, “mergulhado no mal”1. Passam os anos, e o chamado do Papa conserva sua atualidade. Por toda parte se escutam os gemidos dos povos, e pode-se dizer com toda verdade “que os reis e os príncipes se unem para ir contra Deus e sua Igreja”2. MALES ATUAIS DA IGREJA Contemplamos na Rússia, no México e na Espanha, e contemplamos atualmente na Europa Central e na Ásia, o triste espetáculo que se nos oferece:…