Oratório São José

São Tomé (21/12)

Santo do dia

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São Tomé, Apóstolo – 2ª classe

O divino Mestre – Jesus Cristo passou os primeiros trinta anos da sua vida na humilde obscuridade de Nazaré, e no final deles inaugurou a sua vida pública e começou a revelar ao mundo os mistérios do reino de Deus. Ao atravessar as cidades da Palestina, reuniu discípulos que o acompanharam nas suas peregrinações apostólicas. Ele deu uma parte muito importante em seu ministério a doze deles; instruiu-os com preferência, enviou-os para pregar em seu nome e elevou-os a serem seus mensageiros, seus amigos, seus apóstolos.

Origem – Santo Tomé, um deles, pôde assim ouvir mais de perto os ensinamentos do divino Mestre e penetrar mais intimamente no seu amantíssimo Coração.

Se acreditarmos em documentos antigos, seu nome verdadeiro era Judas; nome muito comum entre os judeus, e, justamente para distingui-lo de seus homônimos, foi designado com o apelido de Tomé, que significa gêmeo, o mesmo do nome grego Dídimo pelo qual o evangelista São João também o designa. Uma tradição afirma que ele nasceu em Antioquia e alguns escritos apócrifos dizem que ele tinha uma irmã gêmea chamada Lídia. Mas, se quisermos encontrar episódios de autenticidade indiscutível sobre a vida de São Tomé, devemos recorrer ao Evangelho.

FIDELIDADE AO DIVINO MESTRE

Profissão – Quando Jesus o chamou ao apostolado, Tomé devia exercer o humilde ofício de pescador na Galiléia, como a maioria dos Apóstolos. Esta afirmação decorre do fato ocorrido após a ressurreição do Senhor, pois o vemos entre os discípulos que estavam no lago Tiberíades quando foi feita a pesca milagrosa.

Virtudes – O caráter de Tomé manifesta-se em três circunstâncias referidas por São João. Na primeira, o Apóstolo mostra-se tão generoso, tão fiel e tão apegado ao seu Divino Mestre, que por Ele enfrenta o perigo da morte.

Amor a Jesus – Quando Jesus Cristo declarou aos judeus que ele era igual ao Pai e Deus como Ele, seus ouvintes pegaram pedras para atirá-lo como a um blasfemador; mas o Senhor desapareceu da sua companhia porque a hora da Redenção do mundo ainda não tinha chegado. Quando esta chegou, Jesus disse aos seus apóstolos: “Voltemos para a Judéia”. Essas palavras os assustaram. “Senhor”, disseram-lhe, “há alguns dias queriam nos apedrejar, e agora queres voltar para lá?” O amor a Jesus e o medo da perseguição os fizeram falar assim; mas Tomé, afogando as suas apreensões, encorajou os seus companheiros discípulos a seguirem Jesus, dizendo em tom resoluto: “Eamus et nos et moriamur cum illo – Vamos também nós e morramos com Ele”. Nesta conjuntura, observa São Vicente Ferrer, Tomé mostrou mais caridade do que os outros Apóstolos, pois não há amor maior do que dar a vida pela pessoa amada.

SEU AMOR PELA VERDADE

Retidão – Tomé estava resolvido a seguir a Cristo mesmo no caminho da tortura, e isso aconteceu porque ele absorveu os ensinamentos divinos e extraiu deles consequências legítimas. Ele não estava inclinado a acreditar sem razão suficiente e desconfiava de qualquer afirmação que não fosse apoiada por evidências conclusivas; amante da verdade, se dedicou de todo o coração somente a ela. Ele não queria pecar por ser crédulo e o rendia a doutrina luminosa e certa.

Humildade de São Tomé – Dois episódios demonstram essa natureza de sua alma. Entremos no Cenáculo, onde o Senhor celebra com os seus discípulos a última Páscoa, depois da qual instituirá o sacramento da Eucaristia, dará-lhes de comer o seu Corpo e o seu Sangue e pronunciará diante deles o sermão mais sublime que alguma vez alcançou os ouvidos da humanidade. Jesus está prestes a oferecer-se à morte e, considerando a aflição em que deixaria os Apóstolos, consola-os anunciando que vai preparar-lhes um lugar na casa do seu Pai. “Quando eu for”, diz-lhes, “preparar-vos-ei lugar e depois voltarei para vos buscar, para que onde Eu estiver estejais vós; e vós sabeis para onde estou indo e conheceis o caminho”. Então Tomé o interrompe dizendo: “Senhor, não sabemos para onde vais; como podemos saber o caminho?” Com estas palavras confessa humildemente que a doutrina do Soberano Mestre, relativamente ao fim da sua missão, está fora do seu alcance. E Jesus lhe responde: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por Mim…”; e nenhum Apóstolo escuta, então, com atenção mais fervorosa.

A humildade ingénua de Tomé ao confessar a sua ignorância foi uma oportunidade propícia que o Senhor aproveitou para se dar a conhecer ao mundo. Só Ele se conhece o suficiente para se definir e nos dizer quem Ele é; e graças à pergunta do Apóstolo, revelou-nos algo da sua personalidade íntima; Ele nos deu uma verdadeira definição de Si mesmo; definição muito breve e completa.

O TEMPO DA DÚVIDA E O TEMPO DA FÉ

Dúvida consequente do amor – Como amante da verdade, o santo Apóstolo desejava vê-la com toda a pureza e guardado contra a ilusão e a imaginação que a desfigurariam. Ele estava em tal condição que a excessiva prudência intelectual o impedia de dar crédito a qualquer testemunho humano cuja evidência não fosse incontestável. Foi o que aconteceu no conhecido episódio evangélico em que houve um momento de dúvida e até de descrença, antes da hora da fé confirmada e indefectível.

Jesus Cristo, no mesmo dia da sua ressurreição, quando já era tarde, apareceu aos Apóstolos que, por medo dos judeus, se tinham encerrado no Cenáculo. Os discípulos encheram-se de alegria ao verem o Senhor, que lhes repetiu: “A paz esteja convosco; assim como meu Pai me enviou, eu também vos envio”. Tomé, porém, não estava com eles.

Ó feliz dúvida – Quando voltou, eles o cercaram e lhe disseram: “Vimos o Senhor”. Por mais surpreendente que tenha sido a ressurreição de Jesus, o Apóstolo deveria ter-se rendido à afirmação unânime dos seus companheiros. Mas, longe disso, respondeu vividamente: “Se eu não colocar meu dedo nos buracos das feridas e minha mão no lado do seu corpo, não acreditarei.”

Oito dias depois, Jesus apareceu pela segunda vez entre os seus discípulos reunidos: “A paz esteja convosco”, disse-lhes. E acrescentou, voltando-se para Tomé: “Coloca aqui o teu dedo e verifica as minhas mãos; e traz a sua mão e coloque-a no meu lado, e não sejas incrédulo, mas fiel”. O Apóstolo tocou nas cicatrizes do Salvador? O texto sagrado não o diz, mas é credível que o testemunho que o próprio Jesus lhe deu da sua ressurreição tenha sido suficiente para que Tomé rejeitasse todas as dúvidas e confessasse a fé desde então iluminada e ardente com aquele grito de admiração e amor: “Meu Senhor e meu Deus!” Respondeu Jesus: “Porque me vistes, Tomé, acreditastes. Bem-aventurados aqueles que acreditaram sem me ver!”

A fé perfeita de São Tomé – A única censura que o Salvador fez à tardia rendição do Apóstolo foi declarar o mérito e a felicidade daqueles que Nele crêem sem exigir que seja visto. Quanto à fé de São Tomé, todos os Padres da Igreja concordam que ela era perfeita e independente dos sentidos, porque assim que viu as chagas do seu divino Mestre e do seu corpo vivo, acreditou em outra coisa muito diferente: seus olhos viam a um homem, mas ele acreditou firmemente que esse homem era Deus.

Os Santos Padres sempre destacaram o benefício que o cristianismo tirou da descrença momentânea de Tomé, pois nos afasta qualquer dúvida sobre a ressurreição do Senhor e, portanto, sobre a sua Divindade. Escreve São Gregório Magno: “A incredulidade de São Tomé contribuiu mais para afirmar a nossa fé do que a fé dos discípulos que acreditaram”. “O dedo de São Tomé”, acrescenta outro Santo Padre, “chegou a ser um doutor que ensinou ao mundo a verdade sobre a carne de Cristo e o mistério inefável da sua Ressurreição”.

ASCENSÃO DO SENHOR

Depois da cena citada, o nome de Tomé aparece apenas duas vezes no Novo Testamento (São João, 21, 2; Atos, 13), a primeira é em outra circunstância em que Jesus, ressuscitado, aparece a vários dos seus, para despedir-se deles antes de voltar para o Pai; e a segunda, quando os discípulos reunidos no Cenáculo perseveraram na oração aguardando a vinda do Espírito Santo.

Com Pedro, Tiago, João e dois outros discípulos, Tomé estava às margens do Lago Tiberíades depois de uma noite de trabalho árduo em que não haviam pescado nada. De madrugada, Jesus apareceu de repente e disse aos pescadores: “Lançai as redes do lado direito do barco e pescareis”. Eles obedeceram e a rede encheu-se de peixes. Ao ver tal maravilha, os discípulos reconheceram o Senhor e correram para chegar à costa. Ao chegarem à terra, viram fogo e pão preparado; assaram alguns peixes e assim que Jesus lhes disse: “Venham comer”, eles se sentaram e comeram os pães e peixes que Ele mesmo lhes distribuiu. Tomé foi, portanto, um dos convidados, e depois do escasso e generoso almoço testemunhou aquele magnífico quando em que o Senhor instituiu Pedro como Cabeça e Chefe da Igreja.

Ainda viu Tomé duas vezes Jesus ressuscitado: uma vez, num monte da Galileia onde estavam reunidos mais de quinhentos discípulos, aos quais o Senhor disse: “Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos ordenei”. A última vez, momentos antes da Ascensão, quando Jesus Cristo apareceu aos Apóstolos reunidos no Cenáculo de Jerusalém para lhes indicar o sentido ecumênico da missão que Ele lhes deixou: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”.

VINDA DO ESPÍRITO SANTO

Tal como os seus colegas de apostolado, depois da Ascensão do Senhor, Tomé regressou ao Cenáculo e preparou-se com a oração para receber o Espírito Santo. Como eles, no dia de Pentecostes, sentiu-se cheio do Espírito divino que desceu sobre o sagrado Colégio em forma de línguas de fogo.

Maravilhosamente esclarecido na doutrina de Jesus Cristo e inflamado pelo zelo de ensinar, Tomé pregou o Evangelho em Jerusalém e por toda a Judéia. No cumprimento da sua missão, foi perseguido, preso e açoitado pelos judeus, instigados pelos príncipes dos sacerdotes que não viam como os Apóstolos retiravam a influência que tinham sobre o povo. Finalmente, quando os Apóstolos se dispersaram para levar o Evangelho até aos confins do mundo, Tomé partiu para conquistar os países atribuídos ao seu zelo, ansioso por infundir nas almas dos outros a fé que nele se consolidara pela visão dos estígmas de Jesus e a recepção do Espírito Santo. Ele queria se vingar de sua descrença anterior.

LENDA DO CINTO DA VIRGEM

Antes de continuar a história das obras apostólicas de São Tomé, narremos uma tradição piedosa que é, sem dúvida, mais lenda do que história. A Santíssima Virgem estava prestes a passar deste mundo para o outro. Avisado pela visão divina, apressou-se a ir para Jerusalém para prestar as últimas honras à Mãe do seu Senhor; mas chegou tarde, quando – diz a lenda – os outros Apóstolos já haviam celebrado o funeral da Virgem e a sepultaram perto da Gruta da Agonia. O recém-chegado quis contemplar, pelo menos pela última vez, o rosto da Mãe celeste do Salvador. A tumba foi aberta, mas o cadáver sagrado havia desaparecido. Tomé, então, dominado pela dor, olhou para cima e viu, rodeado pelo coro de Anjos, a Maria, que desatou o seu cinto e o deixou cair nas mãos do Apóstolo, que o recebeu com uma emoção indescritível. Assim diz a tradição lendária.

SEU APOSTOLADO NO ORIENTE

Tradições diversas – Como a maioria dos Apóstolos, quase nada nos dá a história das obras apostólicas de Tomé, nem dos países que ele evangelizou. Nisto temos apenas tradições incertas, registradas em escritos apócrifos que são mais fantasia do que verdade histórica.

Conta-se que ele entrou nos países dos reis magos que outrora tinham ido adorar o Menino Jesus em Belém, e que, depois de lhes contar a vida do Salvador, os batizou e os associou à evangelização daquele povo.

Diz-se também que o rei de Edessa, Abgar, havia escrito ao Salvador para se dignar a ir aos seus Estados, para que o curasse de uma intensa doença de que sofria. Jesus respondeu que após a sua morte lhe enviaria um dos seus discípulos, e para cumprir a promessa do Senhor, Tomé enviou Tadeu, um dos setenta e dois discípulos, que administrou o batismo ao rei e o curou.

Testemunhos mais confiáveis ​​dizem-nos que ele evangelizou a região do reino parta, entre o Tigre e o Eufrates. A tradição, recolhida por vários autores eclesiásticos, segundo a qual faleceu em Edessa, parece indicar que não realizou posteriormente mais excursões apostólicas.

Outras tradições mais antigas, cuja base histórica não é fácil de apreciar, apresentam-no evangelizando a Índia, nome que significa não apenas qualquer país a leste do Eufrates, mas também a própria Índia, a ilha do Ceilão e até a Indochina. Um jesuíta alemão muito culto e santo, o Padre Athanasius Kircher, estabeleceu, através de antigos documentos que recebeu na Índia, o itinerário seguido por São Tomé nas suas andanças apostólicas pela Pérsia e pelos reinos de Candahar, Cabul e outros daquelas regiões, até entrar na Índia, onde fixou residência em Meliapur, no reino de Narsinga.

Evidências – Quando os portugueses se estabeleceram nas costas da Índia, no século XVI, encontraram cristãos chamados de São Tomé, que consideravam o referido Apóstolo o fundador do seu cristianismo, e que nas antífonas do seu ofício o elogiavam por ter liderado os índios e chineses ao conhecimento da verdade. Aqueles cristãos, devido ao seu distanciamento do resto da Igreja, tornaram-se nestorianos e cometeram outros erros lamentáveis. Muitos deles foram reconduzidos à unidade católica pelos missionários portugueses.

A memória da evangelização do santo Apóstolo ainda permanece na costa do Malabar. Na freguesia de Paliporam – região de Cochin – e num dos seus altares laterais, conserva-se uma pequena cruz que, segundo a tradição, foi colocada perto da vila pelo Santo por volta do ano 52. Mais tarde foi jogada fora pelos pagãos no lago que fica ao lado da cidade, e, tendo-a encontrado num ilhéu, os cristãos construíram uma ermida comemorativa. A atual é pelo menos a terceira que construíram em memória da descoberta.

Tradições sobre milagres – As tradições preservadas entre os cristãos da Índia atribuem vários milagres a São Tomé. Um deles é o seguinte:

O rei do país, chamado Sagamo, e os brâmanes se opuseram absolutamente à construção de uma igreja pelo Apóstolo em homenagem ao Deus verdadeiro. Aconteceu, entretanto, que o mar atirou na praia um enorme pedaço de madeira, que o rei pretendia utilizar na construção do seu palácio em Meliapur.

Em vão tentaram com que os elefantes o puxassem e em vão usaram as suas máquinas de transporte, pois não conseguiam tirá-lo do local. “Se me deres essa madeira para construir minha igreja”, disse o Apóstolo, “comprometo-me a arrastá-la sozinho para a cidade”. Sagamo aceitou a proposta, naturalmente convencido de que um homem não seria capaz de fazer o que as forças dos elefantes e a ciência dos especialistas não conseguiram fazer. Tomé amarrou o cinto à trave, fez nele o sinal da cruz e na presença de todas as pessoas arrastou-o com a mesma facilidade como se fosse uma cana frágil. Diante daquele milagre, longe de se opor à pregação do Evangelho, Sagamo converteu-se e contribuiu para a construção da planejada igreja.

Este fato está relacionado com o costume dos escultores e pintores da Idade Média que representavam São Tomé com um esquadro na mão. Por isso e também pelo que referimos a seguir, arquitetos e pedreiros escolheram-no como seu patrono.

Nas pseudo Atas de São Tomé e na Legenda Áurea de Santiago de Vorágine, lê-se que o rei dos indos, Gondofer, enviou o seu ministro Abanes em busca de um arquiteto, para que este construísse um palácio de estilo romano, e o Senhor fez com que aquele enviado se encontrasse com o Apóstolo, que, chegando à corte do príncipe, planejou para ele um magnífico palácio.

MARTÍRIO

A história não sabe ao certo como e onde morreu São Tomé. O menos duvidoso, e com o qual todos os autores eclesiásticos concordam, é que foi um mártir como os demais membros do Colégio Apostólico. Alguns acreditam que ele morreu em Edessa ou perto dela, e escritores do século IV relatam que seu túmulo foi e era venerado na igreja matriz daquela cidade.

Mas outra opinião, também antiga e registrada pelo Martirológio Romano, é que ele sofreu o martírio em Calamina, na Índia, cidade que as tradições locais identificam com Meliapur. Os brâmanes ficaram surpresos com as conversões provocadas pela pregação e pelos milagres do santo apóstolo. Com a expansão da nova doutrina, não demoraria muito para que a religião que apoiavam entrasse em colapso: seus ídolos já caíam em descrédito e um grande movimento espiritual de emancipação por parte do povo começou a ser notado.

Tal situação não correspondia de forma alguma aos seus interesses pessoais e exigia uma decisão enérgica. Concordaram, portanto, em livrar-se do Santo, condenando-o à morte; e, um dia, quando Tomé estava demolindo um ídolo com orações fervorosas, o sumo sacerdote do templo, como que possuído por uma fúria infernal, aproximou-se dele e perfurou-lhe o corpo com uma lança, dizendo: “Vingo o dano causado ao meu deus”. Os cristãos recolheram o corpo sagrado e o enterraram na igreja que ele construiu.

Aqueles que subscrevem esta opinião geralmente admitem que as relíquias do Apóstolo foram posteriormente transportadas, pelo menos em parte, para Edessa, onde, como mencionado, foram veneradas no século IV. O Martirológio Romano marca o dia 3 de julho como a festa desta transferência para Edessa e acrescenta que logo se levaram para Ortona. Santo Ambrósio de Milão e São Paulino de Nola, bispos da época, obtiveram algumas relíquias para suas igrejas.

Historiadores portugueses relatam que em 1532 o túmulo de São Tomé foi descoberto entre as ruínas de Meliapur, e que os restos gloriosos encontrados no seu túmulo foram transportados com grande pompa para Goa, capital das possessões portuguesas na Índia.

São Tomé é representado de quatro maneiras: segurando a mão no lado aberto de Jesus ressuscitado; segurando uma régua ou esquadro, por causa da lenda do palácio construído para o rei da Índia; desenrolando um pergaminho no qual se lê o artigo do Credo que diz “Ressuscitou dos mortos ao terceiro dia”, atribuído a ele; e, finalmente, tendo em sua mão o instrumento de seu martírio, isto é, a lança com a qual, como mencionamos, o chefe dos Brâmanes o perfurou.

(EDELVIVES, El Santo de cada dia: volume 11-12, ano 1946, pp. 523-521)

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