Oratório São José

Novena do Santo Natal

Orações

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ORAÇÕES INICIAIS PARA TODOS OS DIAS

CANTO DAS PROFECIAS (de pé)

A Igreja começa esta Novena nos recordando as Profecias que falavam sobre a vinda do Messias. Os Cantores entoam e o coro repete:

 

Todos: Ao Rei, o Senhor, que há de vir, vinde adoremos!

1ª Profecia (Zc 9,9; Jl 3,18; Lc 7,16)

 

1. Alegra-te, filha de Sião e enche-te de júbilo, ó filha de Jerusalém: Eis que o Senhor virá e naquele dia haverá uma grande luz, os montes derramarão doçura, e leite e mel descerão das colinas, porque o grande Profeta está vindo e renovará Jerusalém.

2ª Profecia (Is 66,14)

 

2. Eis que virá o Deus e Homem, da casa de Davi para sentar no trono. Vós o vereis e o vosso coração se alegrará.

3ª Profecia (Sl 32,20; Sl 71,8)

3. Eis que virá o Senhor, nosso protetor, o Santo de Israel, tendo a coroa real em sua cabeça. E dominará de um mar ao outro mar; do rio até os confins do globo terrestre.

 4ª Profecia (Hab 2,3)

4. Eis que o Senhor aparecerá e não falhará. Se parece demorar, esperai-O, porque virá e não tardará.

 5ª Profecia (Sl 71,3.6.11)

5. O Senhor descerá como chuva sobre a relva. Em seus dias surgirão a justiça e a paz em abundância, e todos os reis da terra O adorarão, e todos os povos O servirão.

 6ª Profecia (Is 9,6; Lc 11,32)

6. Nascerá para nós Pequenino e será chamado Deus forte. Ele se sentará sobre o trono de Davi, seu pai, e reinará, seu poder está sobre seus ombros.

 7ª Profecia (Mq 5,2)

 

7. Belém, cidade do Deus Altíssimo, de ti sairá o Dominador de Israel.  Sua vinda será como o princípio da eternidade, e será exaltada em toda a terra, e haverá paz em nossa terra quando Ele vier.

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No dia 24 acrescenta-se:

 

Amanhã será destruída a iniquidade da Terra. E o Salvador do mundo reinará sobre nós.

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Versículo (Fl 4,5)

V. O Senhor está perto.         R. Vinde, adoremos!

 POLISSALMO “Laetentur coeli” (Sentados)

1. Laetentur coeli, et exultet terra: iubilate, monstes laudem (Is 49,13; Sl 95, 11,12,13). 1. Alegrem-se os céus, e exulte a terra, * se alegrem as montanhas.
2. Erumpant montes jucunditatem * et colles iustitiam (Sl 71, 3). 2. Que as montanhas jorrem alegria, * e as colinas a justiça.
3. Quia Dominus noster veniet * et pauperum suorum miserebitur. 3. Porque Nosso Senhor virá, * e terá misericórdia de seus pobres.
4. Rorate, caeli, desuper, et nuber pluant Justum * aperiatur terra et germinet Salvatorem (Is 49, 13). 4. Orvalhai do alto, ó céus, e as nuvens chovam o justo, * abra-se a terra e germine o Salvador.
5. Memento nostri, Domine * et visitanos in salutari tuo (Sl 105, 4). 5. Lembrai-Vos de nós, Senhor, * e visitai-nos com a Vossa salvação.
6. Ostente nobis, Domine, miseri-cordiam tuam * et salutare tuum da nobis (Sl 84, 8). 6. Mostrai-nos, Senhor, a Vossa misericórdia, * e concedei-nos a Vossa salvação.
7. Emitte Agnum, Domine, domi-natorem terrae * de petra deserti ad montem filiae Sion (Is 16, 1). 7. Enviai, ó Senhor, o Cordeiro dominador da terra, * da pedra do deserto ao monte da filha de Sião.
8. Veni ad liberandum nos, Domine, Deus virtutum * ostende faciem tuam, et salvi erimus (Sl 79, 20). 8. Vinde para livrar-nos, ó Senhor, Deus dos Exércitos, * mostrai-nos a Vossa face e seremos salvos.
9. Veni, Domine, visitare nos in pace * ut laetemur coram te corde perfecto (Is 38, 3). 9. Vinde, ó Senhor, visitar-nos na paz, * para que nos alegremos diante de Vós com um coração perfeito.
10. Ut cognoscamus, Domine, in terra viam tuam * in omnibus gentibus salutare tuum (Sl 66, 3). 10. Para que conheçamos na terra o Vosso caminho, * no meio de todas as nações a Vossa salvação.
11. Excita, Domine, potentiam tuam, et veni * ut salvos facias nos (Sl 79, 3). 11. Despertai, Senhor, Vosso poder e vinde, * para a nossa salvação.
12. Veni, Domine, et noli tardare * relaxa facinora plebi tuae. 12. Vinde, Senhor, e não tardeis; * perdoai os crimes de Vosso povo.
13. Utinam dirumperes caelos, et descenderes * a facie tua montes defluerent (Is 64, 1). 13. Oh! se rasgásseis os céus, e descêsseis: * diante de Vossa face as montanhas desabariam.
14. Veni, et ostende nobis faciem tuam Domine * qui sedes super Cherubim (Sl 79, 3). 14. Vinde e mostrai-nos a Vossa face, ó Senhor, * Vós que Vos assentais sobre os Querubins.
15. Gloria Patri et Filio * et Spiritui Sancto. 15. Glória ao Pai, e ao Filho, * e ao Espírito Santo.
16. Sicut erat in principio et nunc et semper * et in saecula saeculorum. Amen. 16. Assim como era no princípio, agora e sempre, * e por todos os séculos dos séculos. Amém.

CAPÍTULO (de pé)

Praecursor pro nobis ingreditur Agnus sine macula secundum ordinem Melchisedech, Pontifex factus in æternum, et in sæculum sæculi. Ipse est Rex justitiæ, cujus generatio non habet finem. O Cordeiro sem mácula entra por nós como precursor, feito Pontífice eterno segundo a ordem de Melquisedec. E Ele é rei de justiça pelos séculos dos séculos, cuja geração não tem fim.
R. Deo gratias. R. Graças a Deus.

 

HINO (de pé)

 (En clara vox)

1. Ouvi a alta voz que ressoa

E repreende a escuridão do pecado:

E vede, dissipando-se os pesadelos,

Jesus que do alto resplandece.

 

2. Vede o Cordeiro nos foi enviado

Para pagar de graça o nosso débito;

Todos unânimes com lágrimas

Peçamos a sua clemência.

 

3. O feliz Autor do mundo

Revestiu-Se do corpo de servo;

Para que, em carne a carne livrando,

Não perdesse os que criou.

 

4. As entranhas da casta Mãe

São fecundadas pela celeste graça;

O ventre da Donzela escondia

Segredos que ela não conhecia.

 

5. A casa do casto seio

De repente faz-se templo de Deus:

Intacta, sem homem conhecer,

Concebe um Filho em seu ventre.

 

6. A Deus Pai seja a glória,

E a seu Filho único,

Com o Espírito Paráclito,

Pelos séculos dos séculos. Amém.

 Versículo

V. Rorate coeli desuper et nubes pluant Justum. V. Orvalhai do alto, ó céus, e as nuvens chovam o justo.
R. Aperiatur terra et germinet Salvatorem. R. Abra-se a terra e germine o Salvador.

ANTÍFONA DO MAGNIFICAT (de pé)

Dia 16: Eis que virá o Senhor da terra, e Ele quebrará os grilhões de nosso cativeiro.

Dia 17 (Eclo 24, 3; Sb 8, 1; Is 40,14): Ó Sabedoria, que saístes da boca do Altíssimo, e alcançais até aos confins do universo, e com força e suavidade governais o mundo inteiro: vinde ensinar-nos o caminho da prudência!

Dia 18 (Ex 6, 2.3.13; 3, 2; 6, 6): Ó Adonai, guia da casa de Israel, que aparecestes a Moisés na sarça ardente e lhe destes Vossa Lei sobre o Sinai: vinde salvar-nos com braço poderoso.

Dia 19 (Is 11, 10; Rm 15, 12; Is 52, 15; Hab 2, 3; Hb 10, 37): Ó raiz de Jessé, levantado em sinal para as nações! Ante Vós se calarão os reis da terra, e as nações implorarão misericórdia: vinde salvar-nos! Não tardeis.

Dia 20 (Is 22, 22; Ap 3, 7; Is 42, 7; Sl 106, 14; Ap 3, 7; Lc 1, 79): Ó chave de Davi, cetro da casa de Israel, que abris e ninguém fecha, que fechais e ninguém abre: vinde e libertai o homem prisioneiro, sentado nas trevas da morte.

Dia 21 (Zc 6, 12; Hb 1, 3; Ml 4, 2; Is 9, 2, Lc 1, 78-79): Ó oriente, esplendor da Luz eterna: vinde e iluminai os que jazem entre as trevas e à sombra da morte.

Dia 22 (Ag 2, 8; Is 28, 16; Ef 2, 14; Gn 2, 7): Ó Rei das nações, desejado dos povos; Pedra angular, que os opostos unis: vinde e salvai o homem, que do barro formastes.

Dia 23 (Is 7, 14; 8, 8; 33, 22; Gn 49, 10): Ó Emanuel, nosso Rei e Legislador, esperança das nações e dos povos Salvador: vinde para salvar-nos, ó Senhor nosso Deus!

Dia 24 (Sl 19, 4-5): Quando o Sol aparecer no horizonte, contemplareis o Rei dos reis sair do Pai como o esposo do seu quarto nupcial.

MAGNIFICAT (de pé)

1. Magn✠ificat * anima mea Dominum. 1. A minha ✠ alma * engrandece ao Senhor.
2. Et exsultávit spíritus meus: * in Deo, salutári meo. 2. E se alegrou o meu espírito * em Deus, meu Salvador.
3. Quia respéxit humilitátem ancíllæ suæ: * ecce enim ex hoc beátam me dicent omnes generatiónes. 3. Pois ele viu a pequenez de sua serva, * desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.
4. Quia fecit mihi magna qui potens est: * et sanctum nomen eius. 4. O Poderoso fez por mim maravilhas * e Santo é o seu nome!
5. Et misericórdia eius, a progénie in progénies: * timéntibus eum. 5. Seu amor, de geração em geração, * chega a todos que o respeitam.
6. Fecit poténtiam in bráchio suo: * dispérsit supérbos mente cordis sui. 6. Demonstrou o poder de seu braço, * dispersou os orgulhosos.
7. Depósuit poténtes de sede: * et exaltávit húmiles. 7. Derrubou os poderosos de seus tronos * e os humildes exaltou.
8. Esuriéntes implévit bonis: * et dívites dimísit inánes. 8. De bens saciou os famintos, * e despediu, sem nada, os ricos.
9. Suscépit Israël púerum suum: * recordátus misericórdiæ suæ. 9. Acolheu Israel, seu servidor, * fiel ao seu amor.
10. Sicut locútus est ad patres nostros: * Ábraham, et sémini eius in sǽcula. 10. Como havia prometido aos nossos pais, * em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.
11. Glória Patri, et Fílio, * et Spirítui Sancto. 11. Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.
12. Sicut erat in princípio, et nunc, et semper, * et in sǽcula sæculórum. Amen. 12. Assim como era no princípio, agora e sempre, * e por todos os séculos dos séculos. * Amém.

Repete-se a Antífona correspondente acima.

 Oração

Se for clérigo:
V. Dóminus vobíscum. V. O Senhor esteja convosco.
R. Et cum spíritu tuo. R. E com teu espírito.
Ou, se não for clérigo:
V. Dómine, exáudi oratiónem meam. V. Senhor, ouvi minha oração.
R. Et clamor meus ad te véniat. R. E chegue até Vós o meu clamor.

Oremus.

Festina, quæsumus, Domine, ne tardaveris, et auxilium nobis super-næ virtutis impende: ut adventus tui consolationibus subleventur, qui in tua pietate confidunt. Qui vivis et regnas cum Deo Patre in unitate Spiritus Sancti Deus, per omnia sæcula sæculorum.

Oremos.

Apressai-Vos, Senhor, e não tardeis; e concedei-nos o auxílio do Vosso poder celeste para que se reanimem, pelas consolações de Vossa vinda, os que confiam em Vossa bondade. Vós que viveis e reinais com Deus Pai, na unidade do Espírito Santo, Deus, por todos os séculos dos séculos.

R. Amen. R. Amém.

 

ORAÇÕES PARA CADA DIA

O que segue é muito recomendável que se faça em também em família. Na igreja, o Padre pode aproveitar os textos e/ou fazer pregação para cada dia após o Evangelho.

Oração (de joelhos)

V. Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor.

R. Aplanai os seus caminhos.

Oremos.

Todos: Despertai-nos, Senhor, o coração para prepararmos o caminho do Vosso Filho, a fim de que, purificados por sua vinda, sejamos dignos de servir a Vós que, sendo Deus, viveis e reinais, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Depois segue-se, como no dia correspondente.

1º DIA: A FAMÍLIA

 I – Leitura do Santo Evangelho (Lc l, 5-15) (de pé)

Houve no tempo de Herodes, rei da Judeia, um sacerdote chamado Zacarias, da turma de Abias, e sua mulher era da descendência de Arão, e chamava-se Isabel. Ambos eram justos diante de Deus, caminhando irrepreensivelmente em todos os mandamentos e preceitos do Senhor. Não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos se achavam em idade avançada. Sucedeu que, exercendo Zacarias diante de Deus as funções de sacerdote na ordem da sua turma, segundo o costume do sacerdócio, tocou-lhe por sorte entrar no templo do Senhor a oferecer o incenso. Toda a multidão do povo estava fazendo oração da parte de fora, à hora do incenso. Apareceu-lhe um anjo do Senhor, posto de pé ao lado direito do altar do incenso. Zacarias, ao vê-lo, ficou perturbado, e o temor o assaltou. Mas o anjo disse-lhe: “Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração; tua mulher Isabel te dará um filho, ao qual porás o nome de João. Será para ti motivo de gozo e de alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento; porque ele será grande diante do Senhor; não beberá vinho nem outra bebida inebriante; será cheio do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe.

II – Reflexão (sentados)

São Zacarias e Santa Isabel constituíam uma família de justos diante de Deus, tementes a Deus, obedientes a seus mandamentos, rezavam e, embora não tivessem, desejavam ardentemente ter filhos.

Reflitamos sobre a grandeza da família cristã:

Diante de Deus a família é Santa:

  1. Porque Deus é seu autor e modelou-a sobre o mistério da sua vida divina.
  2. Porque Deus faz da família o teatro da sua mais alta manifestação ao mundo visível: a alma imortal de cada homem.
  3. Porque espelha o mistério da união de Cristo com a Igreja.
  4. Porque Jesus a santificou: com seu nascimento em Belém; com a sua presença em Nazaré; em Caná; com a sua Redenção, elevando o matrimônio à dignidade de sacramento; com seus preceitos, restaurando-a no plano primitivo.
  5. Porque a família é um templo onde Deus se compraz ser glorificado: Na vida de fé que nela se vive; nas virtudes que nela se praticam; nas orações que nela se rezam.

Atentam contra o alicerce natural da família:

  1. Os que impedem a procriação dos filhos e frustram o fim primário do matrimônio. É o triunfo do egoísmo que receia enfrentar riscos e sacrifícios.
  2. Os que matam o feto no ventre materno ou causam o aborto. Trata-se de homicídio que Deus punirá.
  3. Os que traem a fidelidade conjugal. É injustiça e desonra, túmulo do amor.
  4. Os que são a favor do divórcio, pois pretendem dissolver o que Deus uniu.

Em ordem à sociedade, a família é o princípio:

  1. É a família que fornece os membros à sociedade.
  2. Na sua base, o Estado compõe-se de famílias.
  3. A sociedade espelha o vulto da família: a sociedade será sadia, se a família for sadia; será corrupta, se a família for corrupta.

III – Oração do dia

V. Iluminai-nos, Senhor, com o exemplo de Vossa Família.

R. E dirigi nossos passos no caminho da paz.

Oremos.

Todos: Senhor Jesus Cristo que, por vossa submissão a Maria e José, consagrastes a vida doméstica pela prática de inefáveis virtudes, fazei que auxiliados pelos dois, sejamos instruídos com os exemplos de Vossa Santa Família e cheguemos a participar da eterna felicidade. Amém.

Práticas sugeridas:

  1. Procurem as famílias se preparar para o santo Natal com uma boa confissão.
  2. Ajudar casais irregulares a se informar e a receber o sacramento do Matrimônio, se possível.
  3. Visitar uma família necessitada e tentar ajudá-la.

Orações finais.

2º DIA: SÃO JOÃO BATISTA

 I – Leitura do Santo Evangelho (Lc 3,3-9) (de pé)

João Batista foi por toda a terra do Jordão, pregando o batismo de penitência para remissão dos pecados, como está escrito no livro das palavras do profeta: Voz do que clama no deserto; preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas; toda o vale será terraplanado, todo o monte e colina serão arrasados, os caminhos tortuosos tornar-se-ão direitos, os escabrosos planos; e todo o homem verá a salvação de Deus. Dizia pois, João às multidões, que vinham para ser por ele batizadas: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que vos ameaça? Fazei, portanto, frutos dignos de penitência, e não comeceis a dizer: Temos Abraão por pai. Porque eu vos digo que Deus é poderoso para suscitar destas pedras filhos de Abraão. Porque o machado já está posto à raiz das árvores. Toda a árvore que não dá bom fruto, será cortada e lançada no fogo.”

II – Reflexão (sentados)

São João Batista é um dos personagens que dominam a Liturgia do Advento. Foi o Precursor quem preparou o caminho de Jesus para a grande manifestação pública. Foi ele quem lembrou aos homens como deveriam preparar-se para recebê-lo: “todo monte e colina será nivelado, os caminhos tortuosos serão retificados”. Por isso, durante o Advento a figura austera do Batista aparece por três vezes para nos preparar para o Natal.

Primeira disposição para a festa do Natal: renunciar o pecado.

Se os vales, ou seja, as nossas deficiências, podem ser cheios pelo amor, os montes e colinas, ou seja, as vãs pretensões do orgulho, deverão ser abatidas pela humildade. Um coração cheio de amor-próprio e de soberba, não pode estar cheio de Deus e nele ficará muito pouco lugar para o doce Menino de Belém.

Segunda disposição para a festa do Natal: expiar o pecado.

São necessárias duas coisas para expiar o pecado:

  1. O espírito de penitência, que é o verdadeiro arrependimento de ter ofendido a Deus, uma dor sobrenatural, produzida pelo Espírito Santo e fundada nos motivos da fé; uma dor universal que abranja todas as nossas culpas sem exceção;
  2. As obras de penitência, que é aceitar voluntariamente, por espírito de expiação, todas as suas tribulações que nos sobrevierem; mortificar nossa vontade, nosso gênio, privar-nos de alguns pequenos prazeres, que importam muito pouco à saúde, não recusar à graça nenhum dos sacrifícios que nos pede.

III – Oração do Dia

V. É a voz que clama no deserto: Preparai a via do Senhor.

R. Aplanai os seus caminhos.

Oremos.

Todos: Despertai, Senhor, o Vosso poder e vinde; socorrei-nos com grande força, para que a graça do Vosso perdão, apresse o que os nossos pecados retardam. Amém.

Práticas sugeridas:

V. Fazer uma mortificação dos sentidos em honra do Menino Jesus.

R. Perdoar alguma inimizade, se houver.

Orações finais.

3º DIA: HERODES

I – Leitura do Santo Evangelho (Mt 2,1-8) (de pé)

Tendo Jesus nascido em Belém de Judá, tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém, dizendo; “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Porque nós vimos a sua estrela no oriente, e viemos adorá-lo.” Ao ouvir isto, o rei Herodes turbou-se, e toda (a cidade de) Jerusalém com ele. E, convocando todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Messias. Eles disseram-lhe: “Em Belém de Judá, porque assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais (cidades) de Judá, porque de ti sairá um chefe, que apascentará Israel, meu povo.” Então Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles cuidadosamente acerca do tempo em que lhes tinha aparecido a estrela; depois, enviando-os a Belém, disse: “Ide, informai-vos bem acerca do Menino, e, quando o encontrardes, comunicai-me, a fim de que também eu vá adorá-lo.”

II – Reflexão (sentados)

Infelizmente, pode-se fazer um mau Natal. O Evangelho conservou a recordação de más participações ao grandioso acontecimento histórico. São atitudes típicas que se renovam na história.

O Natal dos perseguidores de Cristo.

  1. Herodes recebeu claro anúncio do nascimento de Jesus. Os reis lhe falaram da estrela reveladora. Os pontífices precisaram que devia nascer em Belém. Em vez de comover-se e rejubilar-se com o anúncio, “perturbou-se”.

Com a sua astúcia e mentira procurou transformar os Reis em seus involuntários: “Avisai-me, para que eu também vá adorá-Lo.” Ao invés de ir adorá-lo, enviou seus soldados para assassiná-Lo.

  1. Também o Natal de hoje encontra ainda no mundo perseguidores de Cristo. O cristianismo continua tendo mártires. As armas são sempre as mesmas: mentira, calúnia, violência. Mudam às vezes os métodos: hoje se recorre aos progressos da ciência, e chega-se até a corromper as crianças, para que Jesus não ocupe seus corações inocentes. E ainda há muitos que matam a Jesus em si, pois as festas de Natal servem para tomar parte em diversões pecaminosas. É o Natal dos pecadores.

Natal dos indiferentes.

  1. O anúncio do nascimento de Jesus difundiu-se largamente. Entretanto, não lemos que à manjedoura do Divino Infante haja acorrido muita gente.
  2. O Natal que se aproxima deixa, exteriormente, poucos indiferentes. Há um clima natalício que se apodera de todos. Mas tudo isso significa que a humanidade viva intensamente o mistério do Natal? Não. Não se pensa na festa espiritual. Assim, o Natal passa e nada renova. O maior acontecimento da história, a vinda de Deus entre nós, cai no vazio.

III – Oração do dia

V. Vinde, Senhor, e não tardeis.

R. Perdoai ao vosso povo os seus pecados.

Oremos.

Todos: Ó Verbo Divino, Autor e Rei dos séculos, verdadeiro Filho de Deus e de Maria, anunciado pelos profetas, esperado pelos patriarcas e desejado pelos povos, que quisestes nascer nas trevas da noite para ser a Luz dos homens e lhes servir de Caminho, Verdade e Vida; fazei que nós, abominando a impiedade do mundo, aprendamos de Vós a viver justa e piedosamente, e, confiados na esperança da glória bem-aventurada, renunciemos a nós mesmos e todos nos consagremos a Vós. Amém.

Práticas sugeridas:

V. Visitar Jesus Sacramentado numa igreja.

R. Colocar a imagem do Menino Jesus em lugar de honra em casa.

Orações finais.

4º DIA: OS ANJOS

 I – Leitura do Santo Evangelho (Lc 2,8-13) (de pé)

Na região em que Jesus nasceu, havia uns pastores que velavam e faziam de noite a guarda ao seu rebanho. Apareceu-lhes um Anjo do Senhor, e a glória do Senhor os envolveu com a sua luz, e tiveram grande temor. Porém o anjo disse-lhes: “Não temais, porque eis que vos anuncio uma boa nova, que será de grande alegria para todo o povo: Nasceu-vos hoje na cidade de David um Salvador, que é o Cristo, o Senhor. Eis o que vos servirá de sinal: Encontrareis um Menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura.” E subitamente apareceu com o Anjo uma multidão da milícia celeste, louvando a Deus.

II – Reflexão (sentados)

Natal, mistério da alegria.

  1. Os Anjos que dão o anúncio da noite misteriosa o apresentam assim: “Anuncio-vos uma grande alegria”. Em toda a parte onde aparece o Menino, desprende-se uma grande alegria: No mistério do Natal, cantam os Anjos. Na Visitação, canta a Virgem: “Magnificat!” Zacarias canta o “Benedictus”. Na Apresentação ao templo, cantará o velho Simeão: “Nunc dimmitis!” E diante de si tem uma única realidade: a morte.
  2. As condições externas de vida não mudaram; mudaram as atitudes íntimas dos homens. A humanidade possui a Deus, fonte da verdadeira alegria. Jesus não nos tira do quadro habitual da nossa vida: os pastores voltarão para seus campos, para sua vida dura; os magos, se bem que por caminho diferente, voltarão as suas regiões para retomarem a vida anterior; o velho Simeão continuará aguardando a morte. O quadro permanece idêntico.

Só mudou a atitude do espírito e a luz com que a alma contempla as coisas. Uma vez introduzido Deus na consciência, Ele, que é fundamento e fonte da alegria, faz com que a encontremos em tudo, fá-la jorrar das coisas pequenas como das grandes. Até da dor.

III – Oração do dia

V. Glória a Deus nas alturas.

R. Paz na terra aos homens de boa vontade.

Oremos.

Todos: Ó Deus, que fizestes brilhar a noite santíssima do Natal com o clarão da verdadeira Luz, concedei-nos que, após termos conhecido na terra essa Luz misteriosa, gozemos também das suas alegrias no céu. Amém.

Práticas sugeridas:

  1. Fazer uma leitura piedosa (História Sagrada, Vida dos Santos, etc.).
  2. Visitar um enfermo ou pessoa que esteja sofrendo.

Orações finais.

5º DIA: OS PASTORES

 I – Leitura do Santo Evangelho (Lc 2,15-20) (de pé)

Depois que os anjos se retiraram para o céu, os pastores diziam entre si: “Vamos até Belém, e vejamos o que é que lá sucedeu, e o que é que o Senhor nos manifestou.” Foram a toda a pressa, e encontraram Maria, José, e o Menino deitado na manjedoura. Vendo isto, conheceram o que lhes tinha sido dito acerca deste Menino. E todos os que ouviram, se admiraram das coisas que lhes diziam os pastores. Maria conservava todas estas coisas, meditando-as no seu coração. Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, conforme lhes tinha sido anunciado.

II – Reflexão (sentados)

Os primeiros visitantes de Jesus no presépio são os humildes pastores.

Por que Jesus os chamou?

  1. Porque eram pobres. Nosso Senhor quer mostrar quão pouco preza as riquezas e grandezas terrenas, que não são muitas vezes senão o preço das injustiças e das baixezas, o alimento da ambição, o parto da cobiça, o triunfo da soberba; e quanto lhes prefere a pobreza, como mais favorável à humildade, à moderação dos desejos, à mansidão, a todas as virtudes.
  2. Porque são almas simples e retas. Porque são homens laboriosos (Deus odeia ociosos que desperdiçam tempo) e porque são aplicados aos deveres de seu estado: Deus quer que cada um cumpra na terra a missão que lhe coube por sorte.

Como chamou os pastores?

Cercou-os de refulgente luz, que lhes infundiu religioso temor e profundo respeito. Ao temor sucedeu a alegria.

Correspondência dos pastores ao chamamento do Salvador:

  1. Respondem com prontidão: Vamos até Belém! E foram “às pressas”.
  2. Logo que chegam, entram no presépio e encontram Maria, José e o Menino. Como encontrar Jesus sem Maria?! Adoram-no cheios de fé, admiram o mistério, oferecem-lhe seus singelos presentes…
  3. Depois de prestados estes obséquios, retiram-se cheios de santa alegria, glorificando e louvando a Deus por tudo o que viram e ouviram.

III – Oração do dia

V. A quem vistes pastores? Anunciai-nos, quem apareceu sobre a terra?

R. Vimos uma Criança recém-nascida e os coros dos Anjos louvando o Senhor.

Oremos.

Todos: Ó Verbo Divino, Deus grande, Deus imenso, Senhor dos senhores, Dominador absoluto do Universo, que por nosso amor quisestes nascer Menino, envolto em pobres andrajos, sem teto, num presépio em meio de vis animais, e sofrer males infindos, fazei que nós, renunciando ao mundo, aos seus bens enganadores e aos seus prazeres, abracemos a humildade, a pobreza e a mortificação de nós mesmos. Amém.

Práticas sugeridas:

  1. Fazer alguma doação a instituição de caridade ou diretamente a algum pobre (roupas, calçados, etc.).

Orações finais.

6º DIA: OS MAGOS

 I – Leitura do Santo Evangelho (Mt 2,9-12) (de pé)

Tendo os magos ouvido as palavras do rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até que, chegando sobre o lugar onde estava o menino, parou. Vendo novamente a estrela, ficaram possuídos de grandíssima alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, O adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofereceram presentes de ouro, incenso e mirra. Em seguida, avisados por Deus em sonhos para não tornarem a Herodes, voltaram por outro caminho para a sua terra.

II – Reflexão (sentados)

Jesus não quer excluir ninguém do seu plano de salvação. Há lugar para os pobres e há lugar para os ricos. Não fomenta a luta de classes. Veio para unir a humanidade numa só família que tem Deus como Pai, e para estabelecer o reino do amor, não do ódio.

  1. Valorizando a pobreza e manifestando as suas divinas preferências por ela, o Divino Salvador poderia dar a impressão de ter vindo instaurar a era de uma nova revolução social: os ricos amaldiçoados por Deus no novo reino, e os pobres abençoados. E, no Evangelho, não faltam trechos que poderiam induzir a pensar assim se fossem mal interpretados.
  2. Mas Jesus dissipa essa impressão desfavorável desde a gruta: chama milagrosamente para adorá-lo um grupo de poderosos e ricos que depõem a seus pés magníficos presentes. Aceitando esses presentes preciosos, Jesus não os manda despojarem de suas riquezas. Admite-os em seu reino, ensinando novos caminhos por onde terão que andar.
  3. Portanto, pobreza e riqueza tributam igual homenagem a Jesus no presépio. Cristo não faz delas duas bandeiras de guerra para uma luta de classes. Sobre o plano da justiça estendida à mais alta significação, lança uma ponte que as une: a da caridade.

III – Oração do dia

V. Vimos a sua estrela no Oriente.

R. E viemos, com presentes, adorar o Senhor.

Oremos.

Todos: Ó Deus que, através de uma estrela, revelastes o Vosso Unigênito aos gentios, concedei-nos que, já vos conhecendo pela fé, sejamos levados a contemplar também o esplendor da Vossa beleza. Amém.

Práticas sugeridas:

  1. Fazer, entre os membros da própria família, uma coleta para a Igreja.

Orações finais.

7º DIA: SÃO JOSÉ 

I – Leitura do Santo Evangelho (Lc 2,1-5) (de pé)

Naqueles dias, saiu um édito de César Augusto, prescrevendo o recenseamento de todo o mundo. Este recenseamento foi anterior ao que se realizou quando Quirino era governador da Síria. Iam todos recensear-se, cada um à sua cidade. José foi também da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de Davi, que se chamava Belém, porque era da casa e família de Davi, para se recensear juntamente com Maria, sua esposa, que estava grávida.

II – Reflexão (sentados)

São José, é o modelo do chefe de família:

No Trabalho: Padroeiro da Igreja Universal, pai adotivo de Jesus, vivendo tão próximo do Verbo Encarnado, desenvolveu no silêncio e na vida oculta o humilde trabalho de carpinteiro e, dia após dia, ganhou o pão para sua família. Mas trabalhava com alegria por Jesus e pela Virgem Santa. A sua atividade chegava fisicamente até Deus e a sua Mãe.

Na dor: A dor não poupou a Sagrada Família. A Virgem aceita a sua missão de Mãe e pronuncia o seu “Fiat”. São José, ainda sem conhecer a anunciação, não compreende o que está acontecendo. O Mistério o assusta: não pode duvidar de Maria, por isso, resolve sacrificar-se abandonando-a em segredo: sofrimento atroz! Mas Deus intervém, esclarece; a alegria volta. No Natal: Não ter uma casa acolhedora para receber Jesus! Ter que refugiar-se numa gruta! Mas o essencial é que Jesus nasça: todos os sacrifícios são aceitáveis.

No amor: São José amou a Virgem Maria como sua verdadeira Esposa e a Jesus como Deus. Esse amor puríssimo lhe fez suportar com alegria todos os sacrifícios e as renúncias mais duras: abandonar a pátria, a casa para salvar a vida de Jesus, ir ao encontro das humilhações duma terra estrangeira, onde o imigrante era olhado com desconfiança e suspeita. Um trabalho duro e pesado… Mas, por Jesus e Maria, nada pesava.

III – Oração do dia (sentados)

V. Fazei, S. José, que transcorramos a vida sem pecar.

R. E defendei-nos sempre com vossa proteção.

Oremos.

Todos: Fazei, Senhor, que sejamos socorridos pelos méritos do Esposo de Vossa Mãe Santíssima e que obtenhamos, por sua intercessão, o que nossas fracas forças não podem alcançar. Amém.

Práticas sugeridas:

  1. Estudar ou dar aula sobre o Catecismo.

Orações finais.

8º DIA: NOSSA SENHORA

I – Leitura do Santo Evangelho (Lc 2, 6-7) (de pé)

Estando José e Maria na cidade de Belém, aconteceu completarem-se os dias em que Maria devia dar à luz, e deu à luz o seu Filho primogênito, e o enfaixou, e o reclinou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.

II – Reflexão (sentados)

A exaltação da maternidade de Maria no presépio:

  1. O mistério da Maternidade de Maria realiza-se em Nazaré, quando Ela pronuncia o seu “Fiat”. Mas permanece ao menos no começo um segredo para todos. Depois, Deus mesmo se incumbirá de revelá-lo primeiro a Santa Isabel, depois a São José. O mundo deve ignorá-lo.
  2. Foi o Natal que alargou o conhecimento da grandeza de Maria. Breve parêntese de luz toldada depois por mais de trinta anos de vida oculta. Mas, contemplando hoje o Divino Infante entre seus braços, nós podemos saborear toda essa beleza.
  3. Maria é a verdadeira Mãe de Deus. Mesmo se a Cristo deu apenas a carne, quem a assume é o Verbo. O Filho que dela nasce é Pessoa Divina. E as relações se criam entre as pessoas. Portanto, ela é verdadeira Mãe de Deus.

O povo cristão mostrou-se ufano, ciumento desse título de Maria Santíssima. E carregou em triunfo os padres do Concílio de Éfeso (431) que o defenderam contra a heresia de Nestório.

Assim nós a vemos proporcionar a Jesus todos os seus desvelos que uma mãe dedica ao seu filhinho: os carinhos, os ósculos, os cuidados, que constituem o encanto de uma mãe. Mas nela o afeto é potenciado pela plenitude da graça.

É ampliado até ao infinito sobretudo pela visão e conhecimento que ela possui da grandeza de seu Filho.

Maria é “uma Mãe – diz uma grande alma – que, depois de ter amamentado o seu Pequenino, exultante lhe diz: Meu Filho!… Mas imediatamente depois, o ergue como em cima de um altar, ajoelha-se e O adora, dizendo: Meu Deus!”

III – Oração do dia

V. A Virgem gerou o Rei, cujo nome é eterno.

R. Unindo as alegrias da maternidade com a glória da virgindade.

Oremos.

Todos: Ó Deus que, pela virgindade fecunda de Maria, destes ao gênero humano o prêmio da eterna salvação: fazei que sintamos a intercessão Daquela pela qual nos veio o Autor da vida, Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que sendo Deus, convosco vive e reina em união com o Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Práticas sugeridas:

  1. Rezar o terço e fazer alguma coisa em honra de Nossa Senhora.

Orações finais.

9º DIA: O MENINO JESUS

 I – Leitura do Santo Evangelho (Jo 1,1-5.14) (de pé)

No princípio existia o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus. Estava no princípio junto de Deus. Todas as coisas foram feitas por ele; e sem ele nada foi feito. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens, e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não o receberam. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória como de Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade.

II – Reflexão (sentados)

Tríplice Natal de Jesus que se comemora neste dia:

Natal eterno do Verbo divino no seio do Pai;

Natal de Jesus na história, nasceu da Virgem-Mãe;

Natal místico nas consciências.

O Natal eterno: É o mistério profundíssimo de Deus, o da sua riqueza infinita e da sua infinita atividade íntima: o Verbo gerado desde toda a eternidade pelo Pai. “O Senhor me disse: Tu és meu Filho; hoje (o eterno presente de Deus) eu te gerei” (Sl 2,8).

Sem a revelação deste mistério não poderíamos compreender o mistério de nossa salvação, em que Deus mesmo intervém. Por isso, o discípulo do Amor, São João Evangelista, inicia seu Evangelho cantando a geração eterna do Verbo. E é ele também o primeiro a coligar os dois Natais, o eterno e histórico, com o místico: “O Verbo se fez carne”; “deu aos homens o poder de se tornarem filhos de Deus”.

O Natal de Cristo na História: Nasceu de Maria Virgem. Entre a gruta de Belém e o céu, há uma troca de afirmações estupendas. O Pai do céu proclama: “És meu Filho; hoje eu te gerei”. Maria da terra responde: “És meu filho; hoje eu te gerei”. No Batismo e no Tabor, o Pai confirma que não se trata de duas Pessoas diferentes, mas de uma mesma Pessoa: sobre o Filho de Maria fará ressoar esta voz: “Este é meu Filho dileto… escutai-O”.

Natal místico de Jesus nas almas:

  1. É o grande mistério que se renova incessantemente. É o Natal sempre em ato: nas crianças que são batizadas; nos pecadores que se convertem.
  2. Jesus Cristo é a vida da humanidade: na alma dos justos que caminham para os cumes da perfeição; na Igreja, Corpo Místico de Jesus, que unifica e santifica as almas dos remidos.
  3. É Jesus no mistério eucarístico a tomar posse das almas e uni-las da maneira mais íntima com ele.

III – Oração do dia

V. O Verbo de Deus se fez carne,

R. E habitou entre nós.

Oremos.

Todos: Concedei-nos, Deus onipotente, que o novo nascimento de Vosso Unigênito, segundo a carne, nos liberte a nós todos, a quem a antiga escravidão mantém presos sob o jugo do pecado. Amém.

Práticas sugeridas:

  1. Santificar o santo dia do Natal (com Santa Missa, terço, alguma obra de misericórdia).

 

ORAÇÕES FINAIS PARA TODOS OS DIAS (de joelhos)

Se houver Bênção do Santíssimo, faz-se agora a Exposição, como de costume, e pode-se cantar o hino “Rorate caeli”.

Todos: Eterno Pai, eu vos ofereço para vossa honra e glória e para minha salvação, os sofrimentos da Santíssima Virgem e de São José na longa e penosa jornada de Nazaré a Belém, e a angústia de seus corações por não acharem onde hospedar-se, quando se aproximava o nascimento do Redentor do mundo.

V. Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.

R. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.

 

Todos: Eterno Pai, eu vos ofereço para vossa honra e glória e para minha salvação, o presépio em que Jesus Cristo nasceu, as palhinhas que lhe serviram de berço, o frio que sofreu, as mantilhas em que foi envolvido, as lágrimas que derramou e os seus ternos gemidos.

V. Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.

R. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.

 

Todos: Eterno Pai, eu vos ofereço para vossa honra e glória e para minha salvação, a humildade, mortificação, paciência, caridade e todas as virtudes de Jesus Menino e vos agradeço, amo e bendigo constantemente por este inefável mistério da Encarnação do Verbo Divino.

V. Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.

R. Assim como era no princípio, agora e sempre, e por todos os séculos dos séculos. Amém.

Se houve Exposição, dá-se agora a Bênção do Santíssimo.

HINO FINAL (opcional)

1. Oh! vinde, enfim, eterno Deus,

Descei, descei dos altos Céus!

Deixai a Vossa habitação,

Que a terra espera a salvação.

 

2. Que o céu roreje o Redentor!

Baixai das nuvens, ó Senhor!

Germine a terra o nosso Deus,

Pra que nos abra os altos Céus!

 

3. Por que tardais, ó bom Jesus,

Em rebrilhar a Vossa luz?

Em treva densa o mundo jaz:

Trazei a luz, o amor, a paz!

 

4. Oh! Vinde, enfim, Senhor, a nós!

Ressoe no mundo a Vossa luz!

No mundo brilhe o Vosso olhar;

Oh! Vinde, enfim, sem demorar!

HINO RORATE CAELI

 

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