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Mística do Tempo do Natal
MÍSTICA DO TEMPO DO NATAL Tudo é misterioso nos dias que nos ocupam. O Verbo divino, cuja geração é anterior à aurora, nasce no tempo; um Menino é Deus; uma Virgem é Mãe permanecendo Virgem; entrelaçam-se o divino e o humano, e a sublime e inefável antítese expressa pelo discípulo amado naquela frase de seu Evangelho: O VERBO SE FEZ CARNE, repete-se sob todas as formas e tons nas orações da Igreja, resumindo admiravelmente o grande prodígio que acaba de se verificar na união da natureza divina com a humana. Mistério desconcertante para a inteligência, mas doce ao coração dos fiéis; é a consumação dos desígnios divinos no tempo, motivo…
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História do Advento
HISTÓRIA DO TEMPO DO ADVENTO SEU NOME Na Igreja latina, dá-se o nome de Advento1 ao tempo destinado pela Igreja para preparar os fiéis para a celebração da festa do Natal, aniversário do Nascimento de Jesus Cristo. O mistério desse grande dia merecia, sem dúvida, a honra de um prelúdio de oração e penitência; mas é impossível determinar com certeza a época em que foi instituído esse tempo de preparação, que só mais tarde recebeu o nome de Advento2. O Advento pode ser considerado sob dois pontos de vista diferentes: como um tempo de preparação propriamente dita para o Nascimento do Salvador, por meio de práticas de penitência, ou como…
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Introdução Geral
INTRODUÇÃO GERAL O MAIOR BEM A oração é, para o homem, o maior de seus bens. É sua luz1, seu alimento, sua própria vida, pois ela o põe em comunicação com Deus, que é luz, alimento2 e vida3. Ora, nós, de nossa parte, somos incapazes de orar como convé4; é necessário que nos dirijamos a Jesus Cristo para dizer-lhe, como os Apóstolos: Senhor, ensinai-nos a orar5. Só Ele é capaz de desatar a língua dos mudos e de tornar eloquentes os lábios das crianças, operando este prodígio por meio de seu Espírito de graça e de oração6, que se compraz em ajudar a nossa fraqueza, suplicando dentro de nós com…
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XXIV Domingo depois de Pentecostes
XXIV DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES O FIM DO ANO LITÚRGICO O número de Domingos depois de Pentecostes pode passar de vinte e quatro e chegar até vinte e oito, conforme a Páscoa se aproxime mais ou menos, nos diversos anos, do equinócio da primavera. Mas a Missa que segue reserva-se sempre para o último; o intervalo é preenchido, quando existe, com os vários Domingos, mais ou menos numerosos, depois da Epifania, que nesse caso não foram usados no princípio do ano litúrgico. Com efeito, os mistérios novos apagam-se a si mesmos para dar lugar aos esplendores da eterna aliança. A MISSA DESTE DIA A Igreja, pois, detinha antigamente aqui a…
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XXII Domingo depois de Pentecostes
XXII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES MISSA Segundo Honório de Autun, a Missa do dia refere-se ao tempo do Anticristo1. A Igreja lança o seu olhar para aquilo que há de vir, para o reino deste homem de pecado2, e, como que sentindo já os golpes da tremenda perseguição dos últimos dias, toma o Intróito do Salmo 129. Se quisermos uma aplicação atual e sempre prática, dada a nossa miséria, em consonância com o sentido profético de que hoje se revestem as palavras deste Salmo, recordemos o Evangelho da semana anterior, que outrora era o deste Domingo. Cada qual se reconhecerá na pessoa do devedor insolvente que só confia na bondade…
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XXI Domingo depois de Pentecostes
XXI DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES O OFÍCIO Os domingos que se seguem são os últimos do ciclo anual; mas o grau de proximidade que os relaciona com seu último termo varia todos os anos conforme a Páscoa. Esta variação impossibilita a coincidência exata entre a composição de suas Missas e as leituras do Ofício noturno, que se fazem de modo fixo desde agosto, da maneira que já dissemos1. A instrução que os fiéis devem tirar da sagrada Liturgia seria incompleta, e eles tampouco veriam a solicitude da Igreja nestas últimas semanas tão claramente como convém para se deixarem dominar inteiramente por ela, se passassem despercebidas para eles as leituras que…
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XX Domingo depois de Pentecostes
XX DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES MISSA JUDEUS E GENTIOS O Evangelho de há oito dias tinha por objeto a promulgação das bodas entre o Filho de Deus e o gênero humano. A realização destas bodas sagradas é o fim que Deus se propôs na criação do mundo visível, e o único que tem em vista no governo das sociedades. Portanto, não nos deve admirar que a parábola evangélica, ao revelar-nos o pensamento divino sobre este ponto, tenha posto também em clara evidência o grande fato da reprovação dos judeus e da vocação dos gentios, que é, ao mesmo tempo, o mais importante da história do mundo e o mais intimamente…
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XIX Domingo depois de Pentecostes
XIX DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES MISSA O augusto Chefe do povo de Deus é a salvação dos seus em todos os seus males. Não o provou Ele no Domingo passado de maneira admirável, restaurando ao mesmo tempo o corpo e a alma do pobre paralítico, no qual estávamos figurados todos nós? Escutemos a sua voz no Introito com reconhecimento e amor; prometamos-lhe a fidelidade que nos pede; a sua lei, posta em prática, nos guardará de recaídas. A antífona foi sugerida por diversas passagens da Sagrada Escritura, embora não se encontre nela literalmente. O versículo é tirado do Salmo setenta e sete. INTROITO – Eu sou a salvação do povo,…
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XVIII Domingo depois de Pentecostes
XVIII DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES O paralítico que leva o seu leito é o tema do Evangelho do dia e dá nome a este Domingo. Pôde-se notar que o lugar deste Domingo vem, no Missal, logo depois das Quatro Têmporas do outono. Não vamos discutir com os liturgistas da Idade Média se se deve considerá-lo como ocupando o lugar do Domingo vacante que antigamente seguia sempre a ordenação dos ministros sagrados, conforme dissemos em outro lugar1. Manuscritos antiquíssimos, Sacramentários e Lecionários o chamam por esse nome, empregando a fórmula bem conhecida: Dominica vacat2. É também digno de nota que a Missa deste dia é a única em que se inverteu…
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Têmporas de Setembro
AS QUATRO TÊMPORAS DE SETEMBRO A SANTIFICAÇÃO DAS ESTAÇÕES Pela quarta vez no ano, a Santa Madre Igreja pede a seus filhos o tributo de penitência ordenado à santificação das estações. As notícias históricas relativas à instituição das Quatro Têmporas serão encontradas nas quartas-feiras da terceira semana do Advento e da primeira semana da Quaresma; nesses mesmos dias recordávamos as intenções com que os cristãos devem cumprir, todos os anos, esta obra do serviço que devem a Deus. O inverno, a primavera e o verão, assinalados em seu início pela abstinência e pelo jejum, fizeram-nos sentir sucessivamente, nos meses que os compõem, as bênçãos do céu; o outono recolhe os…