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QUARTA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA
QUARTA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA LIBERTAÇÃO DO EGITO E DO PECADO. — O nome de Páscoa significa, em hebraico, passagem, trânsito; e já expusemos ontem como esse grande dia se tornou sagrado por causa da Passagem do Senhor; mas a palavra hebraica não exprime todo o seu significado. Os antigos Padres, de acordo com os doutores judeus, ensinam-nos que a Páscoa é também, para o Povo de Deus, a passagem do Egito para a terra prometida. Com efeito, estes três fatos são comemorados juntos numa mesma noite: o banquete religioso do cordeiro, o extermínio dos primogênitos dos egípcios e a saída do Egito. Hoje reconhecemos uma nova figura de nossa…
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Terça-Feira da Oitava da Páscoa
TERÇA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA A PASSAGEM DO SENHOR. — O Cordeiro é a nossa Páscoa; ontem nós o reconhecemos; mas o mistério da Páscoa está muito longe de se achar esgotado. Eis aqui outras maravilhas que reclamam a nossa atenção. O livro sagrado nos diz: “A Páscoa é a passagem do Senhor” (Êxodo XII, 12); e o próprio Senhor, falando, acrescenta: “Eu passarei esta mesma noite pela terra do Egito; ferirei todos os primogênitos no Egito, desde o homem até o animal; e exercerei o meu juízo sobre todos os deuses do Egito, eu, o Senhor”. A Páscoa é, pois, um dia de justiça, um dia terrível para os…
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Segunda-Feira da Oitava da Páscoa
SEGUNDA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA O mistério da Páscoa é tão vasto e tão profundo que sete dias não serão demais para meditá-lo e aprofundá-lo. Na jornada de ontem não fizemos senão contemplar nosso Redentor saindo do sepulcro e manifestando-Se aos seus até seis vezes, em sua bondade e em seu poder. Continuaremos a tributar-Lhe as homenagens de adoração, reconhecimento e amor a que tem direito por este triunfo, que é nosso ao mesmo tempo que seu; mas devemos também penetrar respeitosamente o conjunto maravilhoso de doutrina e de acontecimentos cujo centro é a Ressurreição de nosso divino Libertador, para que a luz celeste nos ilumine cada vez mais e…
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O Santo dia de Páscoa
O SANTO DIA DE PÁSCOA A RESSURREIÇÃO DE CRISTO – A noite do Sábado para o Domingo vê, por fim, agonizarem suas longas horas; aproxima-se o alvorecer do dia. Maria, com o coração angustiado, mas animosa e paciente, espera o instante em que tornará a ver seu Filho. Madalena e suas companheiras velaram toda a noite, e não tardarão a pôr-se a caminho para o santo sepulcro. No seio do limbo, a alma do divino Redentor dispõe-se a dar o sinal de partida àquelas miríades de almas justas, por tanto tempo cativas, que o cercam respeitosas e amorosas. A morte paira sobre o sepulcro onde retém sua vítima. Desde o…
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Prática do tempo Pascal
PRÁTICA DO TEMPO PASCAL A ALEGRIA ESPIRITUAL – A prática deste santo tempo resume-se na alegria espiritual que deve produzir nas almas ressuscitadas com Jesus Cristo; alegria que é um antegozo da bem-aventurança eterna, e que o cristão deve desde já conservar em si, buscando cada vez com maior ardor a Vida que anima o nosso divino Chefe, e fugindo constantemente da morte, filha do pecado. Durante o período que precedeu, devíamos afligir-nos, chorar nossas faltas, entregar-nos à expiação, seguir Jesus Cristo até o Calvário. A Igreja agora nos incita à alegria. Ela mesma deixou de lado todas as suas tristezas; já não geme como a pomba; canta como a…
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Mística do Tempo Pascal
MÍSTICA DO TEMPO PASCAL COROAÇÃO DO ANO LITÚRGICO. — De todas as estações do Ano litúrgico, o Tempo Pascal é certamente o mais fecundo em mistérios; mais ainda: pode-se dizer que este tempo é o cume de toda a mística da liturgia no período anual. Quem tiver a felicidade de entrar com plenitude de espírito e de coração no amor e na inteligência do mistério pascal chegou à medula mesma da vida sobrenatural; e por esta razão nossa Mãe, a Santa Igreja, acomodando-se à nossa fraqueza, propõe-nos de novo, cada ano, esta iniciação. Tudo o que precedeu não foi senão preparação: a espera do Advento, as alegrias do tempo de…
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História do Tempo Pascal
História do Tempo Pascal DEFINIÇÃO DO TEMPO PASCAL. — Dá-se o nome de Tempo Pascal ao período de semanas que decorre desde o Domingo de Páscoa até o sábado depois de Pentecostes. Esta parte do Ano litúrgico é a mais sagrada, aquela para a qual converge todo o ciclo. Compreender-se-á isto facilmente, se se considerar a grandeza da festa da Páscoa, que a antiguidade cristã embelezou com o nome de Festa das festas, Solenidade das solenidades, à maneira — diz-nos o Papa São Gregório em sua homilia sobre este grande dia — do que havia de mais augusto no Santuário, chamado o Santo dos Santos, e do Cântico dos cânticos,…
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História do Tempo Pascal
CAPÍTULO I: História do Tempo Pascal Ano Litúrgico – Dom Prospero Gueranger Definição de Tempo de Páscoa – O termo Tempo Pascal se refere ao período de semanas que vai do Domingo de Páscoa até o sábado depois de Pentecostes. Esta parte do ano litúrgico é a mais sagrada, aquela para a qual converge todo o ciclo. Isto se compreenderá facilmente se considerarmos a grandeza da festa da Páscoa, que a antiguidade cristã embelezou com o nome de Festa das Festas, Solenidade das Solenidades, do mesmo modo que, como nos diz São Gregório Papa na sua Homilia neste grande dia, o mais augusto do Santuário era chamado Santo dos Santos,…
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Sábado Santo
SÁBADO SANTO PELA MANHÃ Jesus no túmulo – A noite passou sobre o túmulo onde repousa o corpo do Homem-Deus. Mas se a morte triunfa nas profundezas desta gruta silenciosa; se tem entre seus laços Aquele que dá vida a todos os seres, seu triunfo será muito curto; os soldados vigiam em vão na entrada do túmulo; não serão capazes de manter o divino cativo quando ele voltar. Os santos Anjos adoram com profundo respeito o corpo inanimado daquele cujo sangue “purificará o céu e a terra”[1]. Este corpo, separado da alma por um breve momento, permaneceu unido ao Verbo; a alma que momentaneamente deixou de animá-lo não perdeu sua…
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A SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO E MORTE DO SENHOR
A SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO E MORTE DO SENHOR Ano Litúrgico – Dom Próspero Gueranger PELA MANHÃ Jesus condenado por Caifás – O sol banha as paredes e pináculos do templo de Jerusalém. Os Pontífices e Doutores da lei ignoraram seu brilho para satisfazer seu ódio contra Jesus. Anás, que recebeu o primeiro ao prisioneiro divino, ordena que o levem ao seu genro Caifas. O indigno Pontífice se atreveu a interrogar o próprio Filho de Deus. Jesus, desdenhando responder, recebe a bofetada de um servo. Eles haviam preparado falsas testemunhas que vieram declarar suas mentiras diante daquele que é a Verdade última; tentativa inútil, porque o testemunho proferido será contraditório. Então, o…