Oratório São José

SANTA CATARINA (25/11)

Santo do dia

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SANTA CATARINA, Virgem e Mártir – 3ª classe

VIRGEM E MÁRTIR, PATRONA DAS DOZELAS E DOS FILÓSOFOS

Particularidades gerais – Catarina é uma das santas mais universalmente populares, como atesta a iconografia: só ela está rodeada, nos antigos vitrais, por uma tríplice auréola: a branca das virgens, a verde dos doutores e a vermelha dos mártires. A vida da Santa sugeriu aos primitivos e aos mais famosos pintores do Renascimento, obras-primas imortais. Muito conhecidos, pelo menos pelo nome, ou porque foram popularizados pela gravura, são os inúmeros Noivados Místicos de Santa Catarina, assinados por pintores famosos como Hans, Memling, Correggio, Rubens, Ticiano, Bernardo Luini e Filippo Lippi.

Patrona popular – Do final da Idade Média ao Renascimento, mais de trinta grêmios escolheram-na como patrona: moleiros, carroceiros, amoladores, torneiros, oleiros, cordoeiros, fiandeiros, curtidores, seleiros, sapateiros, espelhadores, funileiros, canalizadores, carpinteiros, etc. Os filósofos, nome pelo qual se entendem os estudantes, também julgaram ter direito à sua proteção.

E há boas razões para isso, já que a Santa, com a atualidade e a precisão das suas respostas – sem dúvida ajudada pela sabedoria do céu – confundiu nada menos que cinquenta filósofos e polêmicos.

É, acima de tudo, patrona das donzelas cristãs; primeiro, por ter sido para elas um modelo de virtudes – seu próprio nome, Catarina, significa pura –; além disso, porque Cristo foi misticamente desposado com ela.

TRÊS CAPÍTULOS DE UMA HISTÓRIA

Falta de fontes – Apesar da popularidade da história de Santa Catarina, é preciso confessar que não há vida menos conhecida entre as dos primeiros séculos que se seguiram às perseguições. Os Bolandistas declaram que ninguém pode afirmar corretamente qualquer coisa provável sobre a sua biografia. A única certeza é que o culto da Santa teve origem no Monte Sinai, para onde, segundo o testemunho do jesuíta Bolando, o seu corpo foi trasladado, sem sabermos quando ou por quem.

Origem – Diz-se que ela era filha de Costo, rei da Cilícia, e de Sabinela, filha de um príncipe samaritano. Ela nasceu por volta do ano 290. Isto é tudo o que se pode conjecturar sobre a vida desta Santa.

A lenda maravilhosa – Mas a maravilhosa lenda que mãos desconhecidas teceram com amor desde o século VIII, dá-nos a oportunidade de escrever três capítulos da vida desta Santa; capítulos que são como as três partes de um poema tão divino e tão humano, que parece mais verdadeiro que a própria história.

O ANEL

Inclinação à filosifia – Catarina foi educada em Alexandria, então muito próspera nas ciências humanas. A sua famosa escola de filosofia, chamada Escola de Alexandria, e a importante biblioteca fundada pelos Ptolomeus deram nome e fama a esta cidade. Catarina, de espírito muito aguçado, cedo aprendeu filosofia e ciências seculares.

Após a morte de seu pai Costo, a Rainha Sabinela, mãe de nossa Santa, passou a residir na Armênia, onde morava na época um velho eremita chamado Ananias. Catarina, que já admirava a fé cristã, ansiava por conhecer a verdade; mas ela ainda era arrogante e argumentativa, por isso defendeu a causa do paganismo, usando silogismos sutis e insidiosos que rapidamente deslumbraram sua mãe, que era mais piedosa do que alfabetizada.

Bela e orgulhosa – Já nessa altura, muitos nobres e até príncipes procuravam a mão de Catarina, maravilhando-se com a sua beleza e o seu raro conhecimento. Mas ela costumava responder-lhes com altivez:

– O esposo de quem me falais é tão letrado e formoso quanto eu?

Tendo sido apresentada ao eremita Ananias, declarou que também queria propor à donzela um casamento vantajoso.

– Antes de prometer, quero ver o esposo que me destinas – respondeu a jovem.

– Filha – respondeu o santo ancião – a mais bela criatura é vil e desprezível comparada a Ele.

– Não importa, eu quero vê-lo.

– Tudo bem – disse Ananias –; fique sozinha esta noite em seu quarto, ajoelhe-se, invoque a Virgem e diga-lhe: “Senhora, Mãe de Deus, tenha misericórdia de mim permitindo-me ver vosso Filho”.

Este conselho deu a Catarina muito em que pensar. Quando a noite chegou, ela se trancou em seu quarto e acendeu vinte tochas para receber com dignidade o hóspede que esperava. Ela então se ajoelhou e começou a orar fervorosamente, usando as palavras que o eremita lhe aconselhou. A Virgem Maria apareceu ao ponto radiante.

– Minha filha – disse Ela – o que me pedes?

– Deixa-me ver a teu filho – respondeu a jovem em êxtase.

– Sim filha; Eu te mostrarei.

A Mãe de Deus levantou então o manto e revelou o seu Filho.

– Aqui está Ele, Catarina, o amas?

– Oh, Mãe! – exclamou em meio a arroubos arroubos –; quanta beleza; eu não sou digna de ser sua escrava.

A Virgem então perguntou a Jesus:

– Tu, meu Filho, a queres cmo tua esposa?

– Não – respondeu o Menino –; é muito feia.

A visão desapareceu e Catarina ficou sozinha, muito angustiada com aquelas palavras. Ela que se imaginava a donzela mais linda do mundo! De madrugada ela foi até o eremita e contou-lhe o que havia acontecido. O velho sorriu com a notícia.

– Escute, minha filha – acrescentou –; seu corpo pode ser muito bonito, mas sua alma é muito feia, porque está cheia de orgulho.

O casamento espiritual – Ele então lhe ensinou as verdades da fé e, assim que ela ficou pronta, ele a batizou. Por fim, aconselhou-a a humilhar-se e tentar novamente ver Jesus. Mais uma vez a Virgem apareceu-lhe com o seu Divino Filho.

– Tu a queres agora? – perguntou Maria ao Menino.

Ele olhou para ela com infinita ternura e respondeu:

– Sim, agora sim; porque ela se transformou numa donzela puríssima e bela.

A Santíssima Virgem ofereceu então a Catarina um anel de ouro como sinal da aliança contraída e como penhor do casamento espiritual.

Tal é a tradição do “noivado místico de Santa Catarina”, belo tema que deu origem a intermináveis ​​comentários espirituais ou literários, e que serviu de inspiração para obras-primas de muitos pintores renomados.

CATARINA E OS FILÓSOFOS

Édito de Maximino – Esta santa donzela tinha dezoito anos quando foi publicado o seguinte édito:

“O Imperador Maximino, a todos os que estão sujeitos ao nosso império, saudações.

Tendo recebido grandes benefícios da bondade dos deuses, julgamos que, em reconhecimento da sua grande liberalidade, devemos oferecer-lhes sacrifícios; portanto, exortamos e ordenamos que venhais à nossa presença, para que possa demonstrar por vossos atos o amor e a reverência que tens por nossos grandes deuses. Aviso-vos que quem não obedecer a este nosso mandato e seguir outra religião contrária à nossa, além de perder a graça dos deuses imortais, cairá na nossa indignação, e pagará por isso com a vida.”

A aparente intenção destes decretos com os quais os imperadores costumavam justificar a sua autoridade em assuntos religiosos, servia apenas para esconder o seu verdadeiro propósito de lançar-se na perseguição. E assim acontecia que, pouco depois de lhes ter dado publicidade, com um pretexto ou outro, desencadeava-se a fúria dos chefes pagãos contra a Igreja.

Repreende o imperador – Pouco depois da publicação deste edital, a cidade de Alexandria estava cheia de gente. Ali, do seu palácio, Catarina ouviu os aplausos e a alegria da multidão. Movida pelo amor ao seu divino Esposo, ela decidiu falar por si mesma ao imperador e repreendê-lo pela loucura com que enganava seu povo e os levava para o inferno atrás dele. Acompanhada de muitos servos, dirigiu-se ao templo onde se encontrava Maximino II Daza, e ali viu alguns cristãos que obedeceram ao edital por medo dos tormentos. Muito angustiada e não conseguindo mais conter a indignação, aproximou-se do imperador e disse-lhe com nobre franqueza:

– Eu gostaria de honrar-te como a um príncipe se não fosses tão zeloso do culto aos falsos deuses.

E então começou a conversar com ele e a propor uma infinidade de considerações alegóricas e místicas. O imperador ficou maravilhado com tanta ciência e formosura.

Catarina deu conta de si e da sua fé com uma sabedoria, uma graça e um peso de razões tão singulares que o imperador, estupefato, ficou observando sem saber o que responder.

Ele já estava começando a ficar impaciente quando a santa donzela lhe disse:

– Rogo-te, ó César, que não te deixes levar pela raiva.

Ele então citou um poeta e acrescentou:

– Não é próprio de homens prudentes o perturbar-se. Se emti governa o espírito, sois rei; se a impressão, sois um escravo.

– Vejo – respondeu o imperador – que você pretende me enganar com astúcia, trazendo testemunhos de filósofos autorizados.

Debate com 50 filósofos – Ele imediatamente ordenou que cinquenta grandes oradores e filósofos comparecessem à corte de Alexandria e prometeu-lhes ricas recompensas se conseguissem convencer Catarina. Apresentaram-se, embora com relutância, porque lhes parecia que não convinha à sua reputação prestar tanta atenção a uma donzela que, por mais que soubesse, ainda tinha a compreensão e o conhecimento de uma mulher. Eles pensaram que era brincadeira de criança derrotá-la.

Os cinquenta filósofos reuniram-se, considerando a vitória como certa, tendo em conta o seu número e o seu grande conhecimento; toda a cidade de Alexandria assistiu a um espetáculo tão novo e maravilhoso, no qual cinquenta homens considerados a flor das grandes escolas universitárias e oráculos de sabedoria, tiveram que disputar com uma donzela de dezoito anos. Catarina confiou-se ao Senhor; um Anjo do Céu veio ao seu lado para acalmá-la e fortalecê-la.

Surgiu uma disputa sobre a Encarnação. Os filósofos sustentavam que era impossível para Deus tornar-se homem e sofrer. A Santa respondeu-lhes com aquela famosa página do filósofo grego Platão, na qual atribui a Deus a forma de um corpo humano; ela também os lembrou da palavra da Sibila: “Bendito seja o Deus pendurado em um alto madeiro.” Ela disse tudo isso com tanta clareza e graça que os filósofos, antes soberbos e arrogantes, ficaram confusos e convencidos de tudo o que a santa virgem lhes disse e começaram a duvidar da própria ciência.

Houve, porém, alguns que, armados até aos dentes com cópias de argumentos que consideravam incontestáveis, quiseram discutir com a jovem. As razões se moviam e se cruzavam como um raio, astutas e sorrateiras por um lado, calmas e convincentes por outro.

Conversão dos filósofos – O imperador e o público testemunharam a disputa; mas os filósofos acabaram se declarando derrotados. Maximino, cego de fúria, mandou acender uma grande fogueira no meio da cidade, e nela foram queimados os cinquenta filósofos.

Catarina instruiu-os na fé e encorajou-os a morrer por Cristo. Apenas uma coisa os afligia: morrer sem ter recebido o batismo. Mas ela, com rosto amoroso e suave, consolou-os dizendo-lhes que o fogo serviria de batismo e purificaria suas almas. Fazendo o sinal da cruz foram colocados entre as chamas e entregaram suas almas a Deus.

Sofrimentos de Catarina – Maximino ficou muito zangado com aquela derrota, mas mostrou-se inveterado e obstinado, e assim tentou derrotar a Santa amolecendo seu peito tenso com lisonjas e promessas. Ele se ofereceu para dar a ela o primeiro lugar na corte depois da imperatriz, para erguer uma estátua dela no meio da cidade e honrá-la como uma deusa, mas tudo foi em vão. Ele, portanto, renunciou às suas artes e truques e ordenou que ela fosse despida e chicoteada com nervos de bois. Depois deste tormento, atiraram-na numa prisão escura, com ordens de não lhe dar nada de comer. Mas os Anjos a visitaram e lhe deram presentes, e uma pomba trazia seu sustento todos os dias.

Grandes conversões – A Imperatriz Constância, que amava muito Catarina, foi acompanhada pelo ajudante de campo imperial, Porfírio, e foi visitá-la uma noite. Ao entrarem na prisão, viram-na iluminada com uma clareza sobrenatural.

Catarina começou a falar-lhes das alegrias eternas com uma eloquência tão cativante que conquistou os dois para Jesus Cristo, e eles acabaram recebendo a coroa de mártires. Duzentos soldados seguiram bravamente seu exemplo. Antes de morrerem, viram os cinquenta filósofos mártires sentados ao redor de Catarina. Um deles deu uma coroa à Santa e ela a colocou na cabeça da imperatriz. Os cinquenta mártires disseram:

– Pérola preciosa, joia de Cristo, sua hora chegará em breve; o Esposo divino te receberá na porta da Igreja do Céu, onde as harpas angélicas recriarão seus ouvidos com harmonias muito suaves e alegres. Entrarás neste paraíso, onde a mais nobre companhia das virgens, entre lírios da aurora e rosas ardentes, segue o Cordeiro por onde quer que Ele vá.

CONDENADA AO TORMENTO DA RODA

Uma nova e infernal invenção – Enquanto isso, o cruel imperador Maximino procurava uma maneira de satisfazer sua raiva. Homem cheio de espírito satânico, o reitor de Alexandria, chamado Cursato, veio oferecer seus serviços. Ele tinha imaginado um instrumento de tortura horrível e nunca antes visto; na sua opinião, aquele novo tipo de tormento preparado com requinte infernal poria em breve fim à obstinação e à teimosia da jovem cristã.

Era uma máquina de quatro rodas cujos aros eram cravejados de pregos e pontas afiadas, de tal forma que se encaixavam e travavam entre si, que com a virgem colocada em uma delas, e movendo duas rodas em uma direção e as outras duas em na direção oposta, seria o corpo da santa donzela despedaçado. Mas aconteceu que quando os algozes tentaram mover aquele horrível instrumento, com a valente virgem já amarrada nele, um Anjo do Senhor o rompeu, desamarrando umas rodas de outras com tanta força que ao saírem do local mataram muitos dos pagãos ali presentes.

Dificuldades históricas – É evidente que a Legenda Áurea embelezou a história nesta circunstância da vida da Santa. Os pintores bizantinos representaram Santa Catarina numa esfera, sem dúvida para homenagear a donzela letrada. Como o imaginário popular transformou aquela esfera em quatro rodas dentadas? É uma tarefa muito difícil querer separar da lenda o pano de fundo da verdade histórica. Seja como for, pode-se ter certeza de que, de todos os incidentes dramáticos desta história maravilhosa, nenhum impressionou tanto a imaginação das pessoas na Idade Média como este.

Assim, todas as guildas onde a roda tem alguma importância, como torneiros e afiadores, chamaram Santa Catalina de farsa. Os sapateiros e seleiros levantaram-se da roda repleta de lâminas afiadas, para pedir favores e proteção à Virgem de Alexandria.

Outras adaptações parecem mais difíceis de explicar. Mas aqueles cristãos de fé profunda e ativa na Idade Média pouco se importavam com a precisão do símbolo se a sua piedade encontrasse nele alimento adequado. Não é, além disso, admirável que a padroeira das sociedades cultas tenha sido ao mesmo tempo padroeira dos ofícios mais humildes e dos artesãos mais obscuros?

ÚLTIMA ORAÇÃO DA SANTA. SUA MORTE

Últimas provações – Com a morte da Imperatriz Constança, decapitada pela causa da fé junto com Porfírio, Maximino acreditou que lhe seria uma tarefa muito mais fácil conquistar a donzela invencível para os deuses.

Pensando em seduzi-la, ofereceu-lhe o cargo que a martirizada imperatriz acabara de desocupar no palácio. No caso de renunciar à sua religião para abraçar o culto idólatra, ela seria perdoada por ter causado a morte de Constância e a tomaria como esposa. Se ela não aceitasse, seria condenada.

O tirano já adivinhava qual seria a resposta da corajosa jovem. Quando Catarina chegou ao local da execução, pediu alguns momentos aos algozes para rezar. Esta foi sua última oração:

“Ó Jesus!, agradeço-Vos por terdes Vos dignado endireitar os meus passos neste mundo. Estendei agora essas mãos pregadas por mim na cruz e recebei minha vida como sacrifício. Lembre-Vos de que somos de carne e osso e não permitais que as faltas que cometi por ignorância sejam usadas contra mim perante o tribunal de Vossa justiça; também não permitais que o corpo de Vossa esposa caia nas mãos desses malvados. Olhai também com misericórdia para essas pessoas que estão ao meu redor; conduzi-as, Senhor, para a luz do Vosso conhecimento e amor. Suplico-Vos, ó Jesus, que todos quantos façam comemoração da minha morte e me invoquem na sua ou em qualquer outra necessidade, sejam favorecidos por Vos e obtenham tudo o que pedirem.”

Uma voz celestial prometeu-lhe que todos os que invocassem o seu valor diante do Senhor obteriam ajuda divina.

Intervenção divina – Um dos soldados então cortou sua cabeça e leite escorreu do ferimento em vez de sangue. Para que seu corpo sagrado não fosse profanado, os Anjos o levaram ao Monte Sinai, que fica a vinte dias de viagem de Alexandria.

A Igreja aproveitou-se desta circunstância para compor a oração litúrgica da festa da Santa, que é a seguinte:

“Ó Deus, que no cimo do Monte Sinai destes a Lei a Moisés e que, por meio dos Vossos Santos Anjos, miraculosamente colocastes no mesmo lugar o corpo da Bem-aventurada Catarina, Vossa Virgem e Mártir, concedei-nos, Vos suplicamos, que pelos seus méritos e intercessão possamos subir o monte, que é Cristo: Que Convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, Deus, por todos os séculos dos séculos.

Santa Catarina foi martirizada em 25 de novembro do ano 308.

CONCLUSÃO

Com exceção da parte que se refere ao “casamento místico”, acontecimento que só aparece na hagiografia da primeira metade do século XV, a história anterior tem origem quase inteiramente na Legenda Áurea, famosa compilação de Vidas de Santos composta em século XIII por Santiago de Vorágine, arcebispo de Gênova. Um século e meio depois, o famoso orador popular São Vicente Ferrer, frade dominicano, como Santiago de Vorágine, muitas vezes a propunha como exemplo aos seus ouvintes.

João XXII inscreveu a festa de Santa Catarina no calendário dos anos de 1335; São Pio V ordenou que fosse celebrada com rito duplex no ano de 1568.

Não passou despercebido que a lenda está muito envolvida nesta biografia; não faltam aqueles que ficaram escandalizados com isso. Parece-nos um critério muito fraco para quem se concentra apenas no detalhe anedótico e no seu alcance crítico, ignorando a essência doutrinária e as lições subsequentes.

Dois acontecimentos históricos obrigam os críticos a reconhecer que Santa Catarina desempenhou um papel importante na Igreja. A primeira foi a ajuda milagrosa que os cristãos alcançaram através da sua intercessão durante a época das Cruzadas. O outro acontecimento, também estritamente histórico, é o das aparições de Santa Catarina a Santa Joana D’Arc, que sempre falava com carinho daqueles que chamava de seus queridos Santos, e a quem, segundo ela, sempre seguia fielmente os seus conselhos.

(EDELVIVES, El Santo de cada dia: volume 11-12, ano 1946, pp. 251-259)

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