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Segunda-Feira da II semana depois da Páscoa
SEGUNDA-FEIRA DA II SEMANA DEPOIS DA PÁSCOA AS NOTAS DA IGREJA. — A primeira pedra da Igreja já está colocada; Jesus vai agora edificar sobre este fundamento. O Pastor das ovelhas e dos cordeiros já foi proclamado: é hora de formar o redil; as chaves do Reino foram dadas a Pedro: chegou o momento de inaugurar o Reino. Assim, esta Igreja, este redil, este reino, designam uma sociedade que receberá, do nome de seu fundador, o nome de cristã. Esta sociedade, formada pelos discípulos de Cristo, está destinada a receber em seu seio todos os membros da humanidade; ninguém será excluído, embora de fato nem todos nela entrem. Ela deverá…
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II Domingo depois da Páscoa
DOMINGO DO BOM PASTOR DOMINGO DO BOM PASTOR. — Este domingo é designado com o nome popular de Domingo do Bom Pastor, por se ler na Missa o trecho do Evangelho de São João no qual Nosso Senhor dá a si mesmo esse título. Um laço misterioso une este texto evangélico ao tempo em que nos encontramos; pois foi nestes dias que o Salvador dos homens estabeleceu e consolidou a sua Igreja, começando por dar-lhe o pastor que deveria governá-la até a consumação dos séculos. O Homem-Deus, segundo o decreto eterno, depois de passados alguns dias, deixará de ser visível aqui embaixo. A terra não mais o verá até o…
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Sábado da I Semana depois da Páscoa
SÁBADO DA I SEMANA DEPOIS DA PÁSCOA A MÁ-FÉ DE JERUSALÉM. — Voltemos hoje os nossos olhares para Jerusalém, a cidade deicida que, há quinze dias, atroava os ouvidos com o horrível grito: “Mata-o, mata-o, crucifica-o!”. Estará ela comovida pelos grandes acontecimentos que tiveram lugar em seu seio? Persiste ainda o rumor que se difundiu acerca do sepulcro vazio? Terão os inimigos do Salvador conseguido adormecer o povo com suas artimanhas? Mandaram vir os guardas do sepulcro e deram-lhes dinheiro para dizer a quem quisesse ouvi-los que haviam guardado mal a ordem que lhes fora dada, que se deixaram vencer pelo sono e que, durante esse tempo, os discípulos vieram…
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Sexta-Feira da I Semana depois da Páscoa
SEXTA-FEIRA DA I SEMANA DEPOIS DA PÁSCOA A MÁ-FÉ DE JERUSALÉM. — Voltemos hoje os nossos olhares para Jerusalém, a cidade deicida que, há quinze dias, atroava os ouvidos com o horrível grito: “Mata-o, mata-o, crucifica-o!”. Estará ela comovida pelos grandes acontecimentos que tiveram lugar em seu seio? Persiste ainda o rumor que se difundiu acerca do sepulcro vazio? Terão os inimigos do Salvador conseguido adormecer o povo com suas artimanhas? Mandaram vir os guardas do sepulcro e deram-lhes dinheiro para dizer a quem quisesse ouvi-los que haviam guardado mal a ordem que lhes fora dada, que se deixaram vencer pelo sono e que, durante esse tempo, os discípulos vieram…
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Quinta-Feira da I Semana depois da Páscoa
QUINTA-FEIRA DA I SEMANA DEPOIS DA PÁSCOA JESUS E OS SANTOS DO ANTIGO TESTAMENTO. — Os Apóstolos e as santas mulheres não são os únicos a gozar da presença de Jesus ressuscitado; um povo inumerável de justos, cujo Rei ele é, solicita também a graça de vê-lo e de tratar com ele em sua santa humanidade. Absorvidos pelas magnificências da Ressurreição, esquecemo-nos desses cativos que a alma bem-aventurada do Redentor foi visitar, durante as horas da morte, nas prisões onde tantos amigos de Deus, agrupados em torno de Abraão, esperavam a aurora da luz eterna. Desde a hora de nona da Sexta-Feira Santa até o começo do dia de Domingo,…
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Quarta-Feira da I Semana depois da Páscoa
QUARTA-FEIRA DA I SEMANA DEPOIS DA PÁSCOA A BONDADE DE JESUS. — Se a santa humanidade de Jesus ressuscitado resplandeceu com infinidade de raios, não vamos crer que, cercado de um resplendor tão vivo, se tenha tornado inacessível aos mortais. Sua bondade e sua condescendência são as mesmas; antes, dir-se-ia que sua divina familiaridade com os filhos dos homens é ainda mais solícita e mais terna. Quantos traços inefáveis vimos suceder-se na Oitava da Páscoa! Recordemos sua delicada atenção para com as santas mulheres, quando lhes sai ao encontro e as saúda a caminho do sepulcro; a amável prova a que submete Madalena, aparecendo-lhe sob a figura de um jardineiro;…
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Terça-Feira da I Semana depois da Páscoa
TERÇA-FEIRA DA I SEMANA DEPOIS DA PÁSCOA AS CHAGAS DE JESUS. — “Quais são essas chagas, ó Messias, que vemos em vossas mãos?” (Zac., XIII, 6), exclamava o profeta Zacarias cinco séculos antes da Encarnação. O mesmo grito respeitoso escapa de nossos corações quando, contemplando a glória de Jesus ressuscitado, nossos olhares se fixam nas chagas de que está coberto o seu corpo radiante. Suas mãos e seus pés trazem a marca dos cravos; seu lado, a da lança: chagas profundas, como o eram quando foi descido da cruz. “Põe aqui o teu dedo”, disse a Tomé, apresentando-lhe as mãos; “mete a tua mão na abertura do meu lado”. Acabamos…
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Segunda-Feira da I Semana depois da Páscoa
SEGUNDA-FEIRA DA I SEMANA DEPOIS DA PÁSCOA OLHAR E ESCUTAR. — A primeira semana foi inteiramente dedicada às alegrias do retorno do Emanuel. Ele nos apareceu, por assim dizer, a cada hora, a fim de nos assegurar a sua ressurreição. “Vede, tocai; sou eu mesmo” (São Lucas, XXIV, 39), disse-nos; mas sabemos que Ele não deve prolongar para além de quarenta dias a sua presença visível em nosso meio. Esse período avança pouco a pouco, as horas correm, e em breve terá desaparecido de nossos olhares Aquele por quem a terra tanto suspirou. “Ó Vós, esperança de Israel e seu Salvador — exclama o Profeta —, por que Vos mostrais…
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DOMINGO IN ALBIS
DOMINGO DE QUASÍMODO OITAVA DA PÁSCOA CADA DOMINGO É UMA PÁSCOA. — Vimos ontem os neófitos concluírem sua Oitava da Ressurreição. Antes de nós, haviam participado do admirável mistério do Deus ressuscitado, e antes de nós deviam terminar a sua solenidade. Este dia é, pois, o oitavo para nós, que celebramos a Páscoa no Domingo e não a antecipamos para a tarde do Sábado. Ele nos recorda as alegrias e grandezas do único e solene Domingo que reuniu toda a cristandade num mesmo sentimento de triunfo. É o dia da luz que obscurece o antigo Sábado; doravante, o primeiro dia da semana é o dia sagrado; o Filho de Deus…
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SÁBADO DE PÁSCOA
SÁBADO IN ALBIS O DESCANSO DO SENHOR. — Chegou o sétimo dia da mais alegre das semanas, trazendo-nos a lembrança do descanso do Senhor, depois de seus seis dias de trabalho. Recorda-nos, ao mesmo tempo, o segundo descanso que o mesmo Senhor quis tomar, como soldado seguro da vitória, antes de travar o combate decisivo contra o seu adversário. Descanso num sepulcro, sono de um Deus que não se deixara vencer pela morte senão para que o seu despertar fosse mais funesto a esse cruel inimigo. Hoje, em que este sepulcro já nada mais tem a devolver, em que viu sair o vencedor que não podia reter, convinha que nos…