Oratório São José
  • Ano Litúrgico - Dom Próspero Gueranger

    Sábado da I Semana depois da Páscoa

    SÁBADO DA I SEMANA DEPOIS DA PÁSCOA A MÁ-FÉ DE JERUSALÉM. — Voltemos hoje os nossos olhares para Jerusalém, a cidade deicida que, há quinze dias, atroava os ouvidos com o horrível grito: “Mata-o, mata-o, crucifica-o!”. Estará ela comovida pelos grandes acontecimentos que tiveram lugar em seu seio? Persiste ainda o rumor que se difundiu acerca do sepulcro vazio? Terão os inimigos do Salvador conseguido adormecer o povo com suas artimanhas? Mandaram vir os guardas do sepulcro e deram-lhes dinheiro para dizer a quem quisesse ouvi-los que haviam guardado mal a ordem que lhes fora dada, que se deixaram vencer pelo sono e que, durante esse tempo, os discípulos vieram…

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    Sexta-Feira da I Semana depois da Páscoa

    SEXTA-FEIRA DA I SEMANA DEPOIS DA PÁSCOA A MÁ-FÉ DE JERUSALÉM. — Voltemos hoje os nossos olhares para Jerusalém, a cidade deicida que, há quinze dias, atroava os ouvidos com o horrível grito: “Mata-o, mata-o, crucifica-o!”. Estará ela comovida pelos grandes acontecimentos que tiveram lugar em seu seio? Persiste ainda o rumor que se difundiu acerca do sepulcro vazio? Terão os inimigos do Salvador conseguido adormecer o povo com suas artimanhas? Mandaram vir os guardas do sepulcro e deram-lhes dinheiro para dizer a quem quisesse ouvi-los que haviam guardado mal a ordem que lhes fora dada, que se deixaram vencer pelo sono e que, durante esse tempo, os discípulos vieram…

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    Quinta-Feira da I Semana depois da Páscoa

    QUINTA-FEIRA DA I SEMANA DEPOIS DA PÁSCOA JESUS E OS SANTOS DO ANTIGO TESTAMENTO. — Os Apóstolos e as santas mulheres não são os únicos a gozar da presença de Jesus ressuscitado; um povo inumerável de justos, cujo Rei ele é, solicita também a graça de vê-lo e de tratar com ele em sua santa humanidade. Absorvidos pelas magnificências da Ressurreição, esquecemo-nos desses cativos que a alma bem-aventurada do Redentor foi visitar, durante as horas da morte, nas prisões onde tantos amigos de Deus, agrupados em torno de Abraão, esperavam a aurora da luz eterna. Desde a hora de nona da Sexta-Feira Santa até o começo do dia de Domingo,…

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    Quarta-Feira da I Semana depois da Páscoa

    QUARTA-FEIRA DA I SEMANA DEPOIS DA PÁSCOA A BONDADE DE JESUS. — Se a santa humanidade de Jesus ressuscitado resplandeceu com infinidade de raios, não vamos crer que, cercado de um resplendor tão vivo, se tenha tornado inacessível aos mortais. Sua bondade e sua condescendência são as mesmas; antes, dir-se-ia que sua divina familiaridade com os filhos dos homens é ainda mais solícita e mais terna. Quantos traços inefáveis vimos suceder-se na Oitava da Páscoa! Recordemos sua delicada atenção para com as santas mulheres, quando lhes sai ao encontro e as saúda a caminho do sepulcro; a amável prova a que submete Madalena, aparecendo-lhe sob a figura de um jardineiro;…

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    Terça-Feira da I Semana depois da Páscoa

    TERÇA-FEIRA DA I SEMANA DEPOIS DA PÁSCOA AS CHAGAS DE JESUS. — “Quais são essas chagas, ó Messias, que vemos em vossas mãos?” (Zac., XIII, 6), exclamava o profeta Zacarias cinco séculos antes da Encarnação. O mesmo grito respeitoso escapa de nossos corações quando, contemplando a glória de Jesus ressuscitado, nossos olhares se fixam nas chagas de que está coberto o seu corpo radiante. Suas mãos e seus pés trazem a marca dos cravos; seu lado, a da lança: chagas profundas, como o eram quando foi descido da cruz. “Põe aqui o teu dedo”, disse a Tomé, apresentando-lhe as mãos; “mete a tua mão na abertura do meu lado”. Acabamos…

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    Segunda-Feira da I Semana depois da Páscoa

    SEGUNDA-FEIRA DA I SEMANA DEPOIS DA PÁSCOA OLHAR E ESCUTAR. — A primeira semana foi inteiramente dedicada às alegrias do retorno do Emanuel. Ele nos apareceu, por assim dizer, a cada hora, a fim de nos assegurar a sua ressurreição. “Vede, tocai; sou eu mesmo” (São Lucas, XXIV, 39), disse-nos; mas sabemos que Ele não deve prolongar para além de quarenta dias a sua presença visível em nosso meio. Esse período avança pouco a pouco, as horas correm, e em breve terá desaparecido de nossos olhares Aquele por quem a terra tanto suspirou. “Ó Vós, esperança de Israel e seu Salvador — exclama o Profeta —, por que Vos mostrais…

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    DOMINGO IN ALBIS

    DOMINGO DE QUASÍMODO OITAVA DA PÁSCOA CADA DOMINGO É UMA PÁSCOA. — Vimos ontem os neófitos concluírem sua Oitava da Ressurreição. Antes de nós, haviam participado do admirável mistério do Deus ressuscitado, e antes de nós deviam terminar a sua solenidade. Este dia é, pois, o oitavo para nós, que celebramos a Páscoa no Domingo e não a antecipamos para a tarde do Sábado. Ele nos recorda as alegrias e grandezas do único e solene Domingo que reuniu toda a cristandade num mesmo sentimento de triunfo. É o dia da luz que obscurece o antigo Sábado; doravante, o primeiro dia da semana é o dia sagrado; o Filho de Deus…

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    SÁBADO DE PÁSCOA

    SÁBADO IN ALBIS O DESCANSO DO SENHOR. — Chegou o sétimo dia da mais alegre das semanas, trazendo-nos a lembrança do descanso do Senhor, depois de seus seis dias de trabalho. Recorda-nos, ao mesmo tempo, o segundo descanso que o mesmo Senhor quis tomar, como soldado seguro da vitória, antes de travar o combate decisivo contra o seu adversário. Descanso num sepulcro, sono de um Deus que não se deixara vencer pela morte senão para que o seu despertar fosse mais funesto a esse cruel inimigo. Hoje, em que este sepulcro já nada mais tem a devolver, em que viu sair o vencedor que não podia reter, convinha que nos…

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    SEXTA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA

    SEXTA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA Há oito dias estávamos ao redor da cruz, sobre a qual o “homem das dores” (Isaías, LIII, 3) expirava, abandonado de seu Pai e rejeitado como falso Messias pelo juízo solene da Sinagoga; e eis que o sol nasce hoje pela sétima vez, depois que se fez ouvir o clamor do Anjo proclamando a Ressurreição da adorável Vítima. A Esposa, que há pouco tremia, com a fronte no pó, diante desta justiça de um Deus inimigo do pecado, até ao ponto de “não poupar nem a seu próprio Filho” (Rom., VIII, 32), porque este Filho divino trazia em si a semelhança do pecador, levantou de…

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    QUINTA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA

    QUINTA-FEIRA DA OITAVA DA PÁSCOA Depois de haver glorificado o Cordeiro de Deus e saudado a passagem do Senhor através do Egito, onde acaba de exterminar os nossos inimigos; depois de haver celebrado as maravilhas desta água que nos liberta e nos introduz na Terra da promissão; se agora dirigimos os nossos olhares ao divino Chefe, cuja vitória todos esses prodígios anunciavam e preparavam, sentimo-nos deslumbrados por tanta glória. Como o profeta de Patmos, prostramo-nos aos pés deste Homem-Deus, até que Ele nos diga também a nós: “Não temas; eu sou o primeiro e o último; aquele que vive e que esteve morto; e eis que vivo pelos séculos dos…