Oratório São José

SANTA ÁGUEDA (05/02)

Santo do dia

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SANTA ÁGUEDA, Virgem e Mártir – 3ª classe

As cidades de Palermo e Catânia, na Sicília, disputam a honra de ter sido o berço de Santa Ágata, mas a única informação certa que se chegou é que ela recebeu a coroa do martírio em Catânia. As suas “atas”, que existem em latim e em grego com muitas variantes e sem valor histórico, declaram que ela pertencia a uma família rica e ilustre e que, consagrada a Deus desde a infância, triunfou sobre os muitos ataques a sua pureza.

Quinciano, um dignitário consular, pensou que poderia levar a cabo as suas intenções perversas para com Ágata por meio do édito do imperador contra os cristãos. Com esse objetivo, ele a fez comparecer em sua presença. Vendo-se nas mãos dos seus perseguidores, rezou assim: “Jesus Cristo, Senhor de todas as coisas, vedes o meu coração, conheceis os meus desejos. Sede Vós o dono absoluto de tudo o que sou. Sou Vossa ovelha: fazei-me digna de derrotar o Diabo”.

Quinciano ordenou que ela fosse entregue a Afrodísia, uma mulher perversa que, com suas seis filhas, tinha uma casa de má reputação. Neste lugar terrível, Ágata sofreu ataques e armadilhas contra a sua honra, mais terríveis para ela do que o tormento ou a morte, mas permaneceu firme. Depois de um mês, Quinciano tentou assustá-la com ameaças, mas ela permaneceu impassível e declarou que ser serva de Jesus Cristo era ser verdadeiramente livre. O juiz, enojado com as suas respostas firmes, ordenou que ela fosse açoitada e levada para a prisão. No dia seguinte, interrogaram-na novamente e ela garantiu que Jesus Cristo era a sua luz e a sua salvação.

Então Quinciano ordenou que ela fosse esticada no potro, uma tortura que geralmente era acompanhada de chicotadas, desgaramento das costas com ganchos de ferro e aplicação de tochas acesas. O governador, enfurecido ao ver que ela sofria tudo isso com alegria, ordenou que seus seios fossem brutalmente apertados e depois cortados. Ele então ordenou que ela fosse mandada de volta para a prisão, ordenando que ela não recebesse comida ou cuidados médicos. Mas Deus a confortou; São Pedro apareceu-lhe numa visão que encheu a sua masmorra de luz celestial, consolou-a e curou-a.

Quatro dias depois, Quinciano a arrastou nua sobre brasas ardentes, misturadas com fragmentos pontiagudos de panelas. Ao ser conduzida de volta à prisão, ela exclamou: “Senhor, meu Criador, desde o berço sempre me protegeste; me separastes do amor do mundo e me destes paciência para sofrer. Recebei agora a minha alma”. Depois de dizer essas palavras, expirou.

Há bons testemunhos do culto primitivo de Santa Ágata. Seu nome aparece no Calendário de Cartago (c. 530), e no Hieronymianum, e seus louvores foram cantados por Venâncio Fortunato (Carmina, VIII, 4), mas nada podemos afirmar a respeito de sua história. Está representada na procissão dos Santos em “Sant’Apollinare Nuovo” em Ravenna. Na arte ela foi retratada segurando um prato com os seios cortados. Na Idade Média estes eram por vezes confundidos com pão, e daí parece que surgiu o costume de abençoar o pão na festa de Santa Ágata, que é levado ao altar num prato. Como na Sicília ela tinha fama de ser capaz de deter as erupções do Monte Etna, ela é invocada contra qualquer início de incêndio. Seja porque quando ocorre um incêndio o aviso é dado com o toque de um sino, seja porque o metal fundido utilizado para moldá-lo se assemelha a um fluxo de lava, as guildas de fundições de sinos tomavam Santa Ágata como padroeira.

Em Roma existem duas igrejas do século VI dedicadas em sua homenagem, e ela é citada no cânon da Missa.

(BUTLER Alban de, Vida de los Santos: vol. I, ano 1965, pp. 264-265)

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