Terça-Feira da I semana do Advento
TERÇA-FEIRA DA PRIMEIRA SEMANA DO ADVENTO
Do Profeta Isaías.
O que viu Isaías, filho de Amós, acerca de Jerusalém e de Judá. Eis que, nos últimos tempos, o monte da Casa do Senhor firmará seus fundamentos no cume de todos os montes e se elevará acima de todas as colinas. Ali se reunirão todas as nações, e virão muitos povos, dizendo: Vinde, subamos ao monte do Senhor e à Casa do Deus de Jacó; Ele nos mostrará seus caminhos, e andaremos por suas veredas, porque de Sião sairá a Lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor.
(Is., II, 1-3.)
Com que complacência a santa Igreja escuta e repete estas belas palavras do Profeta: Vinde, subamos ao monte do Senhor! Todos os dias de féria, no Advento, ela as repete no Ofício de Laudes; e todos os seus filhos louvam o Senhor, que se fez semelhante a uma alta montanha, acessível a todos, para atrair mais os nossos olhares.
É verdade que este monte, como diz outro Profeta, é no princípio insignificante como uma pedrinha, indicando a humildade do Messias em seu nascimento; mas em breve crescerá à vista de todos os povos, que serão convidados a povoar suas férteis encostas e até o seu próprio cume, iluminado pelos raios do Sol de Justiça.
Assim é, ó Jesus! A todos chamais e a todos sois acessível; a grandeza e sublimidade de vossos mistérios nada têm de incompatível com a nossa miséria. Desde agora queremos unir-nos a esta vaga de povos que se dirigem para Vós: já começamos a caminhar; em vossas encostas, ó Montanha bendita, queremos armar a nossa tenda. Dignai-Vos receber-nos, e fazei que não escutemos mais o estrépito mundano que sobe da planície. Colocai-nos tão alto que nossos olhos já não possam ver as vaidades da terra.
Oxalá nunca mais esqueçamos as sendas pelas quais se sobe a este santo cume, no qual a montanha, que é a figura, se desvanece, e onde a alma se encontra para sempre face a face com Aquele cujo rosto os Anjos contemplam em êxtase eterno, e cujas delícias são estar com os filhos dos homens.
(Prov., VIII, 31.).


