Oratório São José

SÃO SIMEÃO (18/02)

Santo do dia

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SÃO SIMEÃO, Bispo e Mártir – Comemoração

No capítulo 13 do Evangelho de São Mateus, São Simão ou Simeão é descrito como um dos irmãos ou parentes do Senhor. Seu pai era Cléofas, irmão de São José, e sua mãe, segundo alguns autores antigos, era irmã da Virgem Maria. Simeão era, portanto, primo-irmão do Senhor e, segundo a tradição, era cerca de oito anos mais velho que Ele.

Sem dúvida, Simeão é um dos irmãos do Senhor que recebeu o Espírito Santo no dia de Pentecostes como declarado nos Atos dos Apóstolos. Santo Epifânio conta que, quando os judeus assassinaram Tiago, o Menor, Simeão os repreendeu por sua crueldade. Os apóstolos e discípulos reuniram-se para eleger o sucessor de Tiago na sé de Jerusalém e escolheram por unanimidade Simeão, que provavelmente ajudou o seu irmão no governo da referida Igreja.

No ano 66, eclodiu uma guerra civil na Palestina como resultado da oposição dos judeus aos romanos. Parece que os cristãos de Jerusalém receberam um aviso do céu de que a cidade seria destruída e que deveriam abandoná-la sem demora. Assim, antes da chegada de Vesapasiano à Judéia, no mesmo ano, refugiaram-se com São Simeão na pequena cidade de Pela, na outra margem do Jordão.

Após a captura e destruição de Jerusalém, os cristãos retornaram e se estabeleceram entre as ruínas, até que o imperador Adriano arrasou os escombros. Epifânio e Eusébio dizem que depois a Igreja floresceu muito e que numerosos judeus se converteram ao cristianismo, por causa dos milagres realizados pelos santos.

Vespasiano e Domiciano mataram todos os membros da raça de Davi, mas São Simeão conseguiu escapar. No entanto, durante a perseguição de Trajano, ele foi denunciado como descendente de Davi e como cristão, e compareceu perante o governador romano, Ático. Condenado à morte, foi torturado e crucificado. Embora fosse muito velho – a tradição diz que tinha cento e vinte anos – São Simeão suportou a tortura com tanta coragem que provocou a admiração do próprio Ático.

 (BUTLER Alban de, Vida de los Santos: vol. I, ano 1965, pp. 366-367)

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